facebook 
Home Futebol Colunistas Planeta música Vagas de Empregos Documentos perdidos Fotos Promoções Contato
            Pontal Abrangência Programas
Colunistas
"PENSAR NO AMANHÃ, VIVENDO O HOJE"
 
Por Marcos Gabiroba
 
Quando menino, tomei conhecimento de uma história, contada por meu pai, e lá se vão anos e anos guardada no baú de minha memória, que mais ou menos dizia o seguinte: “pelos idos de 1935 a 1945, um bispo recém nomeado, resolveu conhecer todo o seu bispado, percorrendo pequenas e grandes cidades da época para visitar paróquias e matrizes, bem como as comunidades a elas pertencentes. Naquele tempo, padres e bispos percorriam suas comunas a cavalo, pois não existiam ainda, estradas bem cuidadas, tão somente caminhos rudimentares, subindo e descendo montanhas, nem veículos automotores suficientes para que o prelado levasse avante seu intento. Assim aconteceu. Sentado num cavalo devidamente adestrado partiu para a sua jornada, percorrendo quilômetros e mais quilômetros diariamente no lombo do animal, até chegar a uma comunidade, onde foi recebido com todas as honras, pompas e circunstâncias por aquele povo, esquecido do mundo. 
 
Ao chegar ao lugarejo, o padre da igreja mais próxima, cerca de mais ou menos 100 quilômetros de distância de sua paróquia original, já o esperava e todo povo da região para recepcionar o novo bispo. Bandeirolas enfeitavam as rústicas e mal traçadas ruas, onde se destacavam esgotos a céu aberto, bicas d’água com pequenas fontes em locais determinados e nas casas existentes não havia banheiro, 
nem chuveiro, muito menos na casa em que o bispo haveria de se alojar.
 
Depois de toda festança com a presença do bispo, celebração da santa Missa, batizados e crismas, discursos, almoço e do jantar com a população mostrando todo seu potencial cultural e religioso, o bispo muito cansado desejou tomar um banho para descansar e dormir. Ao entrar na casa para ele devidamente preparada despojou-se de suas vestes e foi tomar o banho. Só que na casa não havia banheiro e ele teria que tomar o seu banho era mesmo numa grande bacia com uma caneca, banho este já devidamente preparado por senhoras da sociedade local. Água quente, esquentada em fogão a lenha. O bispo, morto de cansado, todo empoeirado, suado e com o corpo todo dolorido devido à longa viagem no lombo do cavalo não pensou duas vezes e, de caneca em caneca foi-se molhando, ensaboando e depois de lavado vestiu-se e foi logo fazer suas orações ordinárias e dormir. Logo após o bispo se acomodar, as senhoras que estavam na casa para dar assistência ao santo homem de Deus, pegaram a bacia e derramaram a água do banho e colocaram-na em litros vazios, previamente preparados e os guardaram, sem que ninguém da cidade soubesse. Tempos depois da visita do bispo, aquelas senhoras que trabalharam na casa onde o mesmo esteve hospedado, de comum acordo elas passaram a benzer pobres coitados e outros desprovidos da sorte com a água que diziam ser benta e santa. Diziam até que a bebiam, daí surgindo a expressão “garrafada”. Gente histórias são histórias e ficção são também estórias. 
 
Se verdadeiras não sei, porém, não coloco a minha mão no fogo. Seria tradição?
 
Esses fatos me vieram à cabeça quando a imprensa do Brasil afora noticiou que o Zé Ginuino, genuinamente foi levado aos médicos da Câmara dos Deputados para realizar uma perícia, cuja finalidade era, em primeiro, ter sua aposentadoria aprovada pelo Congresso e com isso, continuar recebendo seus polpudos salários como aposentado; em segundo, uma maneira de driblar o Supremo Tribunal Federal (STF) e ao presidente, Joaquim Barbosa para cumprir sua pena a que foi condenado por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ativa em sua luxuosa casa e não no Presídio da Papuda, famosíssima cadeia de Brasília. Como o presidente do STF, um homem sério, um jurista supimpa e de conhecimento jurídico ímpar, como lhe faculta a lei, determinou que o salafrário Zé Ginuino fosse avaliado por peritos do Supremo Tribunal, cuja conseqüência, todos já conhecem: sua doença não é gravíssima como afirmara os peritos da Câmara dos Deputados, com isso, tornou-se impossível o subchefe dos mensaleiros conseguir enganar, mais uma vez a Justiça. Coisas de Brasil, não é mesmo?
 
Como brasileiro, cidadão, ainda, em pleno gozo de meus direitos civis fiz questão de ler, detalhadamente o laudo médico, publicado na imprensa em que era destacado que o estado do deputado Ginuino era gravíssimo, este com o fito de se manter suas mordomias. Já o laudo feito pelos médicos indicados pelo Ministro Joaquim Barbosa, após minuciosos exames no suposto moribundo, chegou à conclusão de que o mesmo possuía uma leve alteração da pressão arterial, tosse provocada pelo uso de cigarros e dislipidemia, o que não justificava a solicitação da pseudo aposentadoria. Com isso nasceu no dicionário médico brasileiro uma nova nomenclatura: corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato, doravante devem caracterizar alguma enfermidade, que, se não tratada culminará numa forte epidemia chamada mensalão. Pensemos nisso.
 
Ótima semana para todos!!!





TOP MAIS
1 - MARÍLIA MENDONÇA AMANTE NÃO TEM LAR
2 - DILSINHO CANSEI DE FARRA
3 - HENRIQUE E JULIANO AQUELA PESSOA
4 - ZEZÉ DI CAMARGO E LUCIANO DESTINO
5 - ANITTA PARADINHA

 

Telefone de contato: (31) 3831-3522 / 3831-2878 / E-mail: pontal@radiopontal.com.br
Estamos localizado na Rua Francisco Osório de Menezes, 900 - Campestre - Itabira/MG
Rádio Pontal FM 104,3 - 2017. Todos os direitos reservados. - Site Ouro