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ROBERTO JEFFERSON UM BANDIDO OU HEROI
 
"Por Marcos Gabiroba".
 
Roberto Jefferson Monteiro Francisco nasceu em Petrópolis (RJ), em 14 de julho de 1953, sendo seus pais Roberto Francisco e Neusa Dalva Monteiro Francisco. É casado com Ecila Brandão Jefferson Francisco e é pai da vereadora pelo PTB do Rio de Janeiro, Cristiane Brasil. Roberto Jefferson ficou conhecido nacionalmente por denunciar a prática de compra de votos na Câmara dos Deputados, cognominado Mensalão, após se envolver num escândalo de corrupção nos Correios, na qual houve fraude a licitações e desvio de dinheiro público, sendo por esse motivo também cassado. Foi o primeiro a reclamar publicamente que o dinheiro que o governo Lulalibabá da Silva e seus 40 ladrões ofereciam aos deputados da base aliada para que votassem em projetos de interesse do governo, especialmente os sociais, eram insuficientes. Poucas vezes um político manifestou com tanta clareza sobre o fato de haver recebido dinheiro para votar em determinado projeto, pressupondo essa tradição política como algo normal. 
   
Gente, se o “mensalão” não tivesse existido, ou se não fosse descoberto, ou se Roberto Jefferson não o denunciasse, muito provavelmente não teria sido a Dilma a candidata à sucessão do Lulalibabá (aquele que não sabia de nada), mas sim o Zé Dirceu o ocupante do Palácio da Alvorada, onde certamente nunca mais sairia. 
  
Roberto Jefferson hoje em dia portador de um câncer no pâncreas tem todos os motivos para exigir seu crédito e nossa eterna gratidão por seu feito heróico: “Eu salvei o Brasil do Zé Dirceu”. Em 2005, Zé Dirceu dominava o governo e o PT, tinha Lulalibabá a mão, era o candidato natural à sua sucessão, já imaginaram? 
  
E passaria como um trator sobre quem ousasse se por à sua missão histórica. Sua companheira de armas Dilma Rousseff poderia ser, no máximo, sua chefe da Casa Civil, ou, a presidente da Petrobrás. Já imaginaram?...... 
 
Com uma campanha milionária comandada por João Santana, bancada por montanhas de recursos não contabilizados arrecadados por Delúbio, sua trupe e o Lulalibabá com 85% de popularidade animando os palanques, massacraria José Serra no primeiro turno e subiria a rampa do Planalto, nos braços do povo, com os gritos de guerra: “Dirceu, guerreiro do povo”. Ulalá! “O Zé Dirceu é o nosso rei”.
 
Ao Roberto Jefferson também devemos a criação do termo “mensalão”. Ele sabia que os pagamentos não eram mensais, mas a periodicidade era irrelevante. O importante era o dinheirão. Foi o seu instinto marqueteiro que o levou a cunhar o histórico apelido que popularizou a Ação Penal 470 e gerou a aviltante condição de “mensaleiro”, que perseguirá para sempre todos eles, até os eventuais absolvidos. 
 
O que poderia expressar melhor a ideia de uma conspiração para controlar o Estado com uma base parlamentar comprada com dinheiro público sujo? Nem Nizan Guãnaes, Duda Mendonça e Washington Olivetto juntos, criariam uma marca mais forte e eficiente. Mas, antes de qualquer motivação política, a explosão do maior escândalo do Brasil moderno é fruto de um confronto pessoal, movido pelos instintos mais primitivos, entre Roberto Jefferson e Dirceu. Como Nina e Carminha da política, é a história de uma vingança suicida, uma metáfora da luta do mal contra o mal, num choque de titãs em que se confundem o épico e o patético, o trágico e o cômico, a coragem e a vilania . Feitos um para o outro.
  
O “chefe” sempre foi o Zé Dirceu. Combativo, inteligente, universitário – não sei se completou o curso – fala vários idiomas, treinado em Cuba e na antiga União Soviética, entre outras coisas. E, uma fé cega em implantar a “Ditadura do Proletariado” a “La Cuba” no Brasil, seu grande sonho desde que fora expulso do País pelos militares. Para isso, como Ministro da Casa Civil usou e abusou de várias pessoas e, a mais importante – pelos resultados alcançados – era o Lulalibabá. Ignorante, iletrado, desonesto, sem ideais, mas grande manipulador de pessoas, era o joguete ideal para o inspirado Zé Dirceu. Lulalibabá não tinha caráter nem ética, e até contava, entre risos, que sua família só comia carne quando seu irmão “roubava” mortadela no mercado onde trabalhava. Ou seja, o padrão ético era frágil. E ele, o Dirceu, que fizera tudo direitinho, estava na hora de colher os frutos e implantar seu mirabolante sonho de ser o presidente da república em substituição ao Lulalibabá e seus 40 ladrões. Aí, graças a Deus, surgiu o Roberto Jefferson... e, tudo deu no que deu. Já imaginaram o que seria do Brasil com o Zé Dirceu na presidência? Seria ele um novo Hugo Chaves brasileiro? Pense nisso.
 
Ótima semana para todos!!!





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