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MARCOS GABIROBA E A CRÔNICA DA SEMANA SÓ DEPENDE DA MANEIRA DE VER AS COISA

Amigos leitores, ao dar início ao nosso encontro de hoje, em primeiro lugar, desejo a todos um ótimo e abençoado ano novo. A passagem do ano costuma significar, para muitos de nós, época de bons propósitos. Damos um balanço no ano que findou e, frente ao que se inicia, prometemos a nós mesmos ao menos não repetir os erros cometidos.

Tais propósitos variam muito. Para uns ficar menos dependentes do celular e da internet e dar um pouco mais de atenção aos familiares. Para outros, evitar a obesidade e o risco da diabetes, fazer exercícios físicos e reduzir a comilança engordativa. O fato é que cada um de nós sabe exatamente onde dói o calo. Resta ter força de vontade para pisar mais leve no chão da vida e evitar tropeços. Mudar de ano e mudar de vida é o que muitos de nós gostaríamos.

O que favorece a distância, por vezes enorme, entre nossos propósitos e a nossa prática? Por que nem sempre somos coerentes com os ideais que abraçamos? Tudo depende da maneira de ver as coisas, não é mesmo? Senão vejamos: Charles Chaplin, o famoso homem que encarnou no cinema mudo o Carlitos no período de 1929 a 1952 deu-nos a receita, cujo teor permanece “ad aeternam” quando escreveu: “Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.

É minha função escolher que tipo de dia vou ter. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto que abrigue minha família e meus pertences. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Tudo, depende da maneira de ver as coisas. Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.

O ano, o mês, o dia estão na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.” Com essa lição do mestre do riso aprendi que, ao fazer propósitos, temos em primeiro nos perguntar: procedo para agradar a mim mesmo ou preferencialmente aos olhos alheios? Muitas vezes somos movidos a agir contrariando nossa própria vontade, por colocarmos a nossa autoestima na opinião alheia e não na felicidade do nosso coração. É como a mulher que usa salto agulha, embora suportando a dor nos pés e o desconforto da coluna, além do riso de um tombo. Porém, assim ela se considera mais elegante e sedutora aos olhos alheios. Em uma sociedade tão consumista e competitiva como a nossa não é fácil sentir-se bem consigo mesmo. A cultura neoliberal impregna o nosso inconsciente de motivações que reduzem o valor que damos a nós mesmos. O tempo todo, somos bombardeados pela publicidade que alardeia não ser feliz quem não possui tal carro de marca tal, não mora em tal bairro, não veste tal grife, não faz tal viagem.

Já observaram como nas peças publicitárias todos os seus participantes são felizes e saudáveis (quem vê cara não vê o coração). Já observaram como os famosos ricos e milionários que têm acesso a todos esses produtos de luxo são esbeltos e alegres! Assim, dançamos conforme a música do consumismo, na esperança de que aquilo que é tido como valor – o carro de luxo, por exemplo – impregne de valor também quem o possui. Sem a posse de produtos de grife e que, supostamente, elevam nosso status, nos sentimos desvalorizados. Afinal, vivemos numa sociedade capitalista e de consumo na qual ninguém tem valor pelo simples fato de ser uma pessoa, verdadeiro ser humano criado à imagem e semelhança de Deus. Sem querer ser o dono da verdade e nem pretendo ser, tomamos como exemplo os mendigos ou as pessoas desprovidas da boa sorte como os moradores de rua, os sem teto, sem terra e o sem nada. Quem lhes dá valor? Diz famoso cientista político que a idolatria do mercado consumidor o que possui valor é o produto. Concordando ou não, a pessoa só tem valor se ela se apresenta revestida de produtos valorizados pelo mercado. Assim, o sujeito se faz objeto e o objeto, sujeito. Eis a inversão total que favorece a depressão, o suicídio e a dependência química, elementos estes que cada vez mais assolam a sociedade e, com isso, se constroem mercados, nos quais poucos são escolhidos e muitos são os excluídos. A busca incessante pela felicidade torna-se um bem escasso e difícil de ser alcançado, até pelo fato de não ser um bem mercantilizável. Quem, hoje em dia, nos oferece o que mais procuramos, isto é, a felicidade? Pelo contrário, o que mais encontramos são promessas ilusórias de que a felicidade é o resultado da soma de prazeres, não é mesmo? Quem é feliz sabe muito bem que a felicidade é um estado de espírito, uma sabedoria de vida, uma leveza de coração, uma questão de conteúdo que nos plenifica elevando o nosso bem-estar espiritual fazendo-nos mergulhar no inefável oceano chamado amor. Pense nisso e sejamos mais amorosos nesse ano de 2014.






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