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PROTESTOS POPULARES, UM SINAL DE ALERTA
Confesso a vocês caros leitores que estou, realmente, estarrecido com os últimos acontecimentos, especialmente os ocorridos no “Complexo Presidiário Pedrinhas”, no Estado do Maranhão, reduto político dos clãs dos Sarneys da vida, por que não, com os horrores nas prisões aqui, lá, acolá e alhures, Brasil afora. Chamam a atenção da sociedade como um grande sinal de alerta as chacinas que, diariamente acontecem sob as sombras e inércias das autoridades constituídas do Estado e, onde presídios sem nenhuma estrutura racional abrigam seres humanos em condições deprimentes.

   O recente noticiário sobre os atos de violência que lá aconteceram reflete, sem dúvida alguma, o que poderá acontecer no restante do país. Uma situação deprimente e preocupante, que requer sérios questionamentos e mais compromisso com a dignidade humana. Trata-se de um sinal de alerta, em qualquer parte, porque a situação é gravíssima, como são gravíssimos os demais setores da administração pública, tais como os já tão falados problemas cruciais no transporte coletivo, na saúde e segurança pública, assim como os da educação. Tanto se falou e se fala nisso que a repetição cotidiana já passou a encher o saco do brasileiro e jamais esse brado de alerta e ou reivindicação teve o poder de chegar ao cerne do governo central, bem como aos políticos comprometidos sim, não com os problemas do povo, mas com as falcatruas, roubos, engodos, mentiras e falácias que não constroem absolutamente nada. Porém, devemos, desde agora, nos preparar para as eleições de outubro próximo, pois esta revelará um dos segredos mais intrigantes do Brasil em sua história democrática recente: o efeito das manifestações de junho/julho passados sobre a forma de votação do eleitor brasileiro. Considerando uma perspectiva estrutural, será que algo mudou? Em qual medida foi alterada a capacidade de julgamento e avaliação do eleitor, no que se refere à escolha de seus representantes junto ao Estado? O fato principal a ser considerado é o protagonismo da juventude brasileira durante a mobilização popular de 2013: além de constituir, visivelmente, o maior grupo que foi às ruas para forneceram a motivação e a esperança para que brasileiros de outras idades também se manifestassem. De volta à rotina, resta saber se os jovens brasileiros aprenderam alguma lição sobre civismo e democracia, ou se apenas se etediaram e abriram mão de suas reivindicações. Durante as manifestações de junho/julho surgiram vários “slogans”, dentre eles o de que “o Gigante acordara”. Porém, passadas essas manifestações, com o recolhimento dos jovens brasileiros, hoje podemos concluir que “O gigante não acordara, mas sim, era um sonâmbulo”. Já pensaram nisso. Uma terceira hipótese, entretanto, parece mais viável à luz dos tempos pós-modernos em que vivemos. Perguntamos: teria sido os jovens e suas reivindicações tão somente um lampejo juvenil? Ante a perspectiva de que as mobilizações populares tenham sido apenas um produto de consumo da juventude brasileira, o que podemos então esperar das eleições que se avizinham? Com certeza, um coeficiente de mudança ocorrerá, inegavelmente, se não pela ação do eleitor, certamente esta acontecerá pela reação dos vários políticos que buscam se antecipar àquilo que interpretaram como sendo “a voz das ruas”. Outro aspecto importante que devemos observar e, este deriva do fato de que muitos jovens podem, sim, ter despertado para a política de maneira permanente, e assim como aconteceu após os protestos de 1992 e as eleições de 1989, muitos jovens de então se tornaram figuras políticas importantes, até serem carcomidos pela ganância, pela corrupção e pelos cantos da sereia palaciana, pois, como sabemos, a história de tempos em tempos repete, não é mesmo? Independentemente da profundidade e consistência desses efeitos, o que se espera é que a experiência de comunhão real, e não somente virtual, com outras centenas de milhares de pessoas, em torno do objetivo de melhorar a atuação do Poder Público, seja o instrumento por demais impactante para ser deixado de lado como o interesse por uma sub-celebridade televisa qualquer, pois este foi e está sendo o retrato do Brasil dos últimos anos. Por outro lado, o quadro que se nos apresenta através do Complexo Penitenciário de Pedrinhas no Maranhão, onde os atos de violência lá praticados assustaram os mais incautos e que se configuraram num sinal de alerta, a exigir dos dignos representantes do povo ações mais determinantes e de caráter permanente, como também, a participação por parte dos dirigentes todos, indistintamente e de cada organização da sociedade civil, das igrejas e dos cidadãos. Essas providências requeridas não podem ser sazonais, isto é, quando o assunto é evidência na mídia. Quem visita os cárceres sabe bem que ali está um verdadeiro inferno. Infelizmente, os presídios no Brasil do PT são um depósito desrespeitoso de seres humanos. Torna-se fácil adiar respostas, esconder de todos uma realidade, até o dia em que “estouros” acontecem, expondo a fragilidade de governos, a falta de compromisso da sociedade, particularmente, os resultados nefastos das ações que priorizam os interesses das oligarquias dominantes, numa política feita em tom menor. Os recentes acontecimentos servem de alerta para governos que não têm sabedoria para escolher prioridades e estão mergulhados em burocracias marcadas por incompetências. O sinal de alerta que vem das prisões vêm se multiplicando, cada vez mais em violências urbanas, em corrupções, em mesquinhez, nas ações nascidas de cidadanias comprometidas.

Pense nisso, pois ainda há tempo!!!

 






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