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COPA, POVO E POLÍTICA, PAIXÃO NACIONAL!

Por: Marcos Gabiroba

Amigos, certa vez perguntaram a Luís Fernando Veríssimo: “Qual a diferença entre o Brasil e a República Checa?” Respondeu ele: “A diferença entre o Brasil e a República Checa é que a República Checa tem o governo em Praga e o Brasil tem uma praga no governo”. Sem mais palavras. Precisa dizer mais alguma coisa. Noutra oportunidade perguntaram a Mahatman Gandhi: “Quais são os fatores que destroem os seres humanos? Ele respondeu: “A Política, sem princípios; o Prazer, sem compromisso; a Riqueza, sem trabalho; a Sabedoria, sem caráter; os Negócios, sem moral; a Ciência, sem humanidade; e a Oração, sem caridade”. Pense nisso. Há quase cem anos atrás, Rui Barbosa em seu discurso aos formandos em Direito, em São Paulo, no seu celebre “Oração aos Moços”, escreveu: “Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte deste povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra. Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-Mater da sociedade, a demasiada preocupação com o “eu” feliz a qualquer custo, buscando a tal “felicidade” em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo. Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos “floreios” para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre “contestar, voltar atrás e mudar o futuro. Tenho vergonha de mim, pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer. Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir, pois amo este meu chão, vibro ao ouvir o meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar o meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade. Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti povo deste mundo”! “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, e a ter vergonha de ser honesto”. Pois é, meus amigos, quem viveu aquele tempo, viu, ouviu ou leu e ainda muito escassamente se ouve, ou se lê essas maravilhosas palavras proferidas pelo inesquecível Rui Barbosa, especialmente os advogados do Brasil desde 1918, as quais ainda ressoam em nossos ouvidos quando pronunciadas, ou escritas. Nelas temos um alimento da direção a percorrer. Aos leguleios (aqueles que se atém servilmente à letra da lei; rábula; advogado chicaneiro), nossos pêsames, pois, o direito, a lei e a interpretação da lei só devem ter um só peso e uma só medida. Aos espertos e aos mais espertos, os rigores da lei. Deveria ser assim, mas, infelizmente não é. Como já frisei neste quadro, no Brasil moderno, a lei somente é imposta a negros, pobres e prostitutas. Muito raramente aos políticos e corruptos, a ladrões e a criminosos. Somente em último caso, quando não têm um Tomás Bastos da vida para defendê-los.  Por outro lado, Joaquim Barbosa, eminente jurista, autêntico ícone da justiça brasileira ao naipe de Rui Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, por injunções políticas e até sujeito ao absurdo de ameaça de morte, abandonou, precocemente o “status quo” da maior Corte do País. Sim, amigos, Joaquim Ícone da Justiça Brasileira Barbosa deixa uma lacuna impreenchível no Judiciário, porém, deixa-nos, restaurados nos princípios da dignidade, da probidade e do caráter sempre por ele defendidos, e ainda, o exemplo de sua grandeza quando, ao término do julgamento do Mensalão, proferiu “ad aeternam” sua sentença imaculada: “Não é a política que faz o candidato virar ladrão, é o seu voto que faz o ladrão virar político”. Noventa e seis anos se passaram, mas parece que um Barbosa, naquela época escrevia para outro Barbosa, não é mesmo? Enquanto isso, a bola, ópio do povo continua rolando pela Copa das Copas e a política fica meio de lado. Mas há muitas lições que vêm dos estádios, tais como, a Espanha a Inglaterra já morreram na praia. O selecionado brasileiro, como o governo petista capenga, mas o que conta mesmo é o desempenho da economia que está ladeira abaixo. E é aí que está o grande nó da disputa. Contudo, a Copa das Copas gera uma oportunidade para o próprio povo mostrar que não é multidão amorfa, inerte, a ser manipulada e instrumentalizada. É, na verdade, a união de pessoas, cada um no seu lugar e a seu modo, como sempre ensinou a doutrina social da Igreja católica, com autonomia para formar opinião própria a respeito da coisa pública e de exprimir sua sensibilidade política em vista do bem comum. Quando os representantes do povo aprenderem a ouvir a voz que vem das ruas, em vez de obedecer aos interesses partidários e de segmentos poderosos, tornar-se-ão políticos dignos de autêntica estatura cidadã, capazes de trabalhar em busca de uma sociedade justa, solidária e civilizada. O povo está, desde junho/2013 sinalizando aos profissionais da política, nos âmbitos Legislativo e Executivo, que é urgente a comprovação desse pacto com o bem comum antes de se submeter às urnas. A autoridade política não pode ser fruto meramente de conchavos, articulações partidárias interesseiras garantidas pelos leilões de cargos e vantagens, mas de um incondicional respeito e vivência de inegociável moralidade. Pense nisso. A hora de mudar tudo isso que aí está se aproxima. Cinco de outubro está ali na frente. Não venda seu voto. As consequências são inimagináveis.

 






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