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MARCOS GABIROBA E A CRONICA DA SEMANA "O TESOURO DE BRESA E HARBATOL

Por: Marcos Evangelista Alves

Malba Tahan, famoso pensador, físico e matemático conta-nos que: “outrora, na Babilônia existiu um modesto alfaiate chamado Enedim, homem inteligente e trabalhador, que não perdia a esperança de vir um dia a se tornar um homem muito rico e poderoso. Como e onde, não sabia precisar. No entanto, em seus sonhos imaginava encontrar um tesouro para concretizar seus ideais. Um dia, sem que se apercebesse e num instante em que estava a cortar panos para a confecção de um terno para um nobre da Babilônia, viu, quando parou na porta de sua humilde casa, um velho mercador da Fenícia, que vendia uma infinidade de objetos extravagantes. Por curiosidade, Enedim deu uma pausa nos seus serviços e começou a examinar as bugigangas oferecidas, momento em que descobriu, entre tantas, uma espécie de livro de muitas folhas, onde se percebiam caracteres estranhos e desconhecidos. Era, um livro nada mais, nada menos de rara preciosidade, conforme afirmara o mercador e custando-lhe apenas três dinares. Para Enedim, um reles alfaiate o preço ofertado era muito dinheiro e estava fora de suas condições para adqurí-lo. O mercador fenício percebendo o desejo de Enedim em concretizar, seu desejo, após uma negociação concordou em vender-lhe o livro por apenas dois dinares. Efetuado o negócio, logo que ficou sozinho Enedim tratou de examinar, sem demora, o bem que havia adquirido. Qual não foi sua surpresa quando conseguiu decifrar, na primeira página, a seguinte legenda: “O Segredo do Tesouro de Bresa.” Que tesouro seria esse? Enedim, imaginado e por que não, curioso, recordou vagamente de já ter ouvido qualquer referência a ele, mas não se lembrava onde, nem quando. Mais adiante, ao continuar a leitura, algumas páginas a mais, decifrou: “O Tesouro de Bresa, foi enterrado pelo gênio do mesmo nome entre as montanhas do Harbatol, e lá fora esquecido, até que algum homem esforçado o encontrasse”. Muito interessado no que acabara de ler, Enedim dispôs-se a decifrar todas as páginas daquele interessante livro, para, com isso, poder apropriar-se de tão fabuloso tesouro. Mas, as primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos, o que fez com que Enedim estudasse os hieróglifos dos antigos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos persas e o idioma dos judeus. Em função disso, ao final de três anos, Enedim deixava a profissão de alfaiate e passava a ser o intérprete do rei, pois não havia no reino ninguém que soubesse tantos idiomas estrangeiros quanto ele. Passou a ganhar muito mais e a viver em uma confortável casa, ao lado do palácio real. Continuando a ler o livro encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras geométricas. Para entender o que lia, estudou matemática com os calculistas das cidades que circundavam o reino e, em pouco tempo, tornou-se num grande conhecedor das transformações aritméticas. Graças aos novos conhecimentos, calculou, desenhou e construiu uma grande ponte sobre o Rio Eufrates, o que fez com que o rei o nomeasse prefeito. Ainda por força da leitura do livro, Enedim estudou profundamente as leis e princípios religiosos de seu país, sendo nomeado primeiro-ministro daquele reino, em decorrência de seu vasto conhecimento. Daí em diante, passou a viver em um suntuoso palácio e recebia visitas dos príncipes mais ricos e poderosos do mundo. Graças a seu incansável trabalho e ao seu primoroso conhecimento em matemática e economia, o reino progrediu rapidamente, trazendo riquezas e mais riquezas com alegria para todo seu povo. No entanto, Enedim não era um homem feliz, pois, ainda não conhecia o Segredo de Bresa, apesar de ter lido e relido todas as páginas do livro. Certa vez, teve a oportunidade de questionar um venerando sacerdote a respeito daquele mistério. O venerando, sorrindo, esclareceu: “O Tesouro de Bresa já está em seu poder, há muito tempo Enedim, pois, foi graças ao livro você adquiriu grande saber que lhe proporcionou os invejáveis bens que possui. Afinal, BRESA significa Saber; e, HARBATOL quer dizer Trabalho. Com estudo e trabalho pode o homem conquistar tesouros inimagináveis. O Tesouro de Bresa é o saber que qualquer homem esforçado pode alcançar, por meio dos bons livros, que possibilitam “tesouros encantados” a aqueles que se dedicam aos estudos com amor e tenacidade”. A história de hoje foi retirada do livro “Os melhores Contos de Malba Tahan. Trazendo essa estória para a nossa realidade podemos meditar, um pouco sobre a nossa cidade: quantos alfaiates e alfaiatarias possuía a terra de Tutu Caramujo? Quantos temos hoje em dia? Quantos de nós temos tempo para ler bons livros? Quantos bons professores esta terra já possuiu? Quantos temos hoje em dia? Quantos bons prefeitos passaram pelo Paço Municipal e deixaram obras que marcaram definitivamente sua história? Quantos passaram e sequer serão lembrados? Quantos enriqueceram nos últimos 20 anos? Quantas Faculdades ou Universidades possuía a terra de Tutu Caramujo? Respondo: Uma Faculdade cuja iniciativa foi do nosso primeiro bispo, dom Marcos Antonio Noronha e Romar Paglianini, ex-padre gaúcho que aqui instalaram uma Faculdade de Ciências Humanas de Itabira, na década de sessenta  com o apoio do inesquecível professor, Maurício José Martins da Costa e de Ceomar Paula Santos, então, respectivamente, diretor executivo e presidente da Fundação Itabirana Difusora do Ensino (FIDE). Tempos depois, dom Mário Teixeira Gurgel, nosso querido,  amado e inesquecível segundo bispo, criou da FUNCESI e foi seu presidente durante anos, fazendo dessa instituição um ícone do ensino superior da terra, Fundação esta que, logo, logo no seu início, incorporou para si a FACHI, com o total apoio e participação do Município, então sob o governo do prefeito Li Guerra. Jackson Alberto do Pinho Tavares, Ronaldo Magalhães e João Izael Quirino Coelho, seus sucessores, também apoiaram financeiramente essa instituição que permanece firme e forte nos seus objetivos. Depois de uma espera por mais de um século, Itabira descobriu seu Tesouro de Bresa e Harbatol com a vinda da UNIFEI. Mas isso é uma outra história que, mais cedo ou mais tarde contarei neste espaço. 

Ótima semana para todos.






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