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QUEM IRÁ COLOCAR A SINETA NO PESCOÇO DO GATO?

 

MARCOS GABIROBA

Conta-se que numa colônia de ratos, estes reunidos em uma grande assembleia para discutirem um problema cruciante de todos os moradores, pois um grande gato os perseguia, além, de trazer grandes temores a todos ali residentes. Imagino que este grande gato fosse um gatão, um bichano já meio velho, de miado rouco, criado no serrado com farinha de pau e pimenta e gostava demais de uma caninha 51. Instalaram a assembleia para encontrar um jeito de se livrarem dele, o gatão metido a bom de sela, mandão e que só andava bêbado, falando pelos cotovelos, porém, muito esperto para atacar a comunidade dos ratazanas. Muitos planos e estratégias eram discutidos. O clima da assembleia ficou por vários momentos em pé de guerra, mas nada dava certo.

Em determinado momento uma ideia luminosa: um camundongo que se encontrava lá no fim do palco levantou-se, pediu a palavra e lançou um projeto: “Vamos pendurar uma sineta no pescoço do gato. Assim, toda vez que ele se mexer, nós saímos correndo, entramos em nossas tocas e ele jamais nos alcançará”. Ideia maravilhosa sentenciou o presidente da assembleia. Todos aplaudiram de pé a sugestão do ratinho camundongo, menos um ratão velho que permanecia calado em seu assento tronal que, até então não havia se manifestado.

Indagado pelo presidente da assembleia respondeu: “A ideia é muito boa, mas tem um porém,... quem vai amarrar a sineta no pescoço do gato?” Qualquer semelhança com os tempos modernos não é semelhança, mas sim, realidade mesmo. Primeiro foram os magistrados mineiros que constituíram para si “uma ajuda de aluguel” até mesmo para aqueles que já possuem imóveis na capital e nas cidades onde prestam serviços; depois os aumentos astronômicos para toda magistratura superior, seguindo-se o efeito cascata nos escalões inferiores. Não bastasse isso, nossos deputados estaduais tão logo tomaram posse, três ou quatro dias depois criaram para si uma ajuda de aluguel, até mesmo para aqueles que possuem luxuosas casas, mansões e apartamentos de luxo na capital ou nas suas cidades de origem. Não satisfeitos, os nobres deputados federais seguiram na mesma linha de conduta, acrescentando um absurdo direito de todas as suas mulheres e não sei lá mais o quê terem o augusto privilégio de viajarem de avião à custa do povo brasileiro.

Não se assustem se daqui a pouco, todas essas benesses se expandirem às Câmaras municipais, pois, atrás de serra tem serra como prediz velho e conhecido adágio, não é mesmo? Como vemos pelos canais de televisão, de rádios, jornais e revistas uma onda de farra dos nossos políticos com o dinheiro público virou moda. Vimos que se trata de fortunas fora de nossa dimensão de trabalhadores, até mesmo da maioria dos empresários, bem ou mal afortunados. Dessa forma, só nos resta a certeza de que os administradores da máquina pública estão onde estão só, e simplesmente para administrar as arrecadações de todas as esferas em benefício próprio, dividindo as partes menores do bolo com a educação, a saúde e o bem estar do cidadão brasileiro. Entre denúncias e escândalos, aqui e acolá eles tentam desviar o nosso olhar para agirem livre e arbitrariamente com o recurso público, apesar de a remuneração que recebem ser invejável por qualquer executivo de grandes empresas mundiais. Reagir contra aumento de passagens, do combustível, de impostos e tarifas é lutas plausíveis, mas deveríamos ser mais efusivos e decididos contra a impunidade e as regalias que nossos políticos dão a si mesmos.

Plagiando o Boris Casoy, mais uma vez aqui proclamo: “gente, isto é uma vergonha!” Até quando iremos suportar tudo isso que aí está. Por muito menos Getúlio Vargas foi derrubado do poder em 1945 e em 1954. Café Filho e Carlos Luz seus sucessores, foram depostos. Jânio, nem se fala, pois criaram o instituo da renúncia por “forças ocultas” para derrubá-lo. Jango Goulart foi a vítima da ditadura militar e a mais recente, ainda na memória do povo, o impeachment do Collor que, por muito menos do que acontece Brasil afora, foi derrubado. Pense nisso. Enquanto houver o instituto da liberdade de expressão, aproveitemos para trabalhar em prol do nosso bem estar, do nosso crescimento político e cultural, enquanto o “bolivarianismo” não tomar conta de tudo que nos pertence: “Libertas quae sera tamen”, isto é, “liberdade ainda que seja tarde”, não é mesmo? Também pense nisso, pois, até hoje ainda se discute na assembleia dos ratos: “quem irá colocar a sineta no pescoço do gato”.

 





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