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MARCOS GABIROBA E CRONICA DA SEMANA "A DIFÍCIL ARTE DE SER UM BOM PAI"

 

Constam dados históricos que o dia dos pais tem sua origem na Babilônia, onde, há mais de 4 mil anos, um jovem chamado Elmesu teria moldado em argila o primeiro cartão, onde desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai, Nabucodonosor, o mais famoso rei da Babilônia. Daí tornou-se uma festa nacional.

Consta também, que no Brasil, esta festa foi introduzida em 1953, quando o jornalista Irineu Marinho, para incentivar as vendas do comércio e, por conseguinte o faturamento de seu jornal “O Globo” criou-o em homenagem a São Joaquim. Histórias são histórias nada mais e com isso, mais um dia dos pais celebramos neste segundo domingo do mês de agosto.

Deixando de lado o lado comercial da coisa convido a você caro ouvinte para meditarmos juntos os diferentes perfis de pais, pois o momento é oportuno: pai presente, pai ausente, pai rígido, pai heroi, pai amigo…, pai no sentido estrito da palavra. Que bom seria se todos pudessem falar de pai com boas lembranças, como felizmente é o meu caso, mas lamentavelmente, muita gente ainda carrega mágoas profundas da falta de um pai amoroso e verdadeiramente presente. Pense nisso.

Segundo alguns perfis, para uma reflexão mais detalhada, antecipadamente pedindo desculpas, caso haja algum exagero de minha parte, resolvi dividi-lo em categorias muito comuns do mundo moderno, tais como:

. Pai ausente: existe pai ausente que é ausente mesmo, ou por motivo de morte ou por abandono (e ambos geram nos filhos certa mágoa pelo vazio que deixam), como há o pai ausente “de corpo”, mas presente “de alma”, aquele que não vive com o filho, mas que mantém seus vínculos afetivos com ele, através de cartas, telefonemas, e-mails, fazendo com que a criança se sinta mais segura e equilibrada.

. Pai rígido: é aquele pai que pauta as suas atitudes no autoritarismo, que não se atualiza, não aceita opiniões, e tenta impor aos seus filhos os modelos antigos de educação – “No meu tempo…”, “Ai se eu fizesse isso, meu pai…”, “O castigo era infalível” e assim por diante. Pai que não sabe escutar, muito menos dialogar. Para os filhos, ter um pai rígido não é uma experiência positiva, porque eles acabam aprendendo a ter dois tipos de comportamento – um na frente do pai e outro quando se sentem à vontade. É um tipo de educação em que o pai rígido tenta impor respeito, mas só consegue impor o medo, porque longe dele seus filhos costumam desrespeitá-lo e desobedecê-lo.

. Pai heroi: felizmente, é um perfil de pai em extinção, porque sabemos o quanto é sofrido para um pai ter de ser o eterno heroi para seus filhos. O pai heroi é aquele que procura manter a aparência de que é forte e capaz de suportar todas as asperezas da vida, passando para os seus filhos uma falsa imagem da realidade que acaba por se desfazer, com muita decepção para os filhos, quando estes entram na adolescência. Para os filhos, não é apropriado serem criados por um heroi, porque crescem com uma visão distorcida de que “homem não chora”, “homem não tem medo de nada”, “homem tem que ser forte”. Esta postura, do “Pai Heroi”, além de não ser saudável para os pais, é um péssimo exemplo para os filhos, pois sempre esperam dele ser o “salvador da Pátria”.

. Pai amigo: esse é o pai moderno, companheiro, interessado pela vida de seus filhos, que sabe o momento certo de escutar e o de falar. O pai amigo sabe manter sua autoridade e o respeito por meio do diálogo sincero, da atenção carinhosa, do afeto bem dosado. É o modelo de pai que realmente é capaz de fornecer a segurança emocional que todo filho necessita e merece.

Essas são algumas dicas que o tempo me ensinou. Que não são regras definitivas de como ser um bom ou mau pai. O bom pai ou mau pai depende de seu coração e, principalmente do seu íntimo relacionamento com Deus, o verdadeiro Pai de todos.

Neste domingo, mesmo que você não tenha sido um filho feliz, para a sua própria prosperidade, para a sua leveza de alma e para que você seja um pai melhor, perdoe os seus pais, mesmo que eles já não estejam no meio de nós, pois, meu amigo, minha amiga, pai ou mãe só temos um em toda nossa vida, não é mesmo?

Marcos Evangelista Alves






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