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A CRÔNICA DA SEMANA 01 OUTUBRO 2016 - “ESPEREM O PRÓXIMO”

 

 

                                                                           “ESPEREM O PRÓXIMO”

Dias desses, passei uma leitura em um livro que versava sobre a vida política do grande e inconfundível, Senhor, Diretas Ulisses Guimarães, o ícone da política brasileira no período da ditadura militar e, posteriormente, na abertura política e na redemocratização do Brasil. Em determinado espaço lá encontrei um trecho em que o grande líder politico questionado pelos congressistas sobre a situação caótica do parlamento ele, simplesmente respondeu aos seus interlocutores: “Esperem o próximo!”

Esse conceito emitido por históricas figuras da política brasileira coincide com a aproximação da maior parte da população. Paradoxalmente, os próprios outorgantes da representação popular apontam um quadro negro pintado por eles mesmos. Pois não há como fugir: são os eleitores, portanto toda a população, que constituem, pelo voto, os mandatos dos parlamentares – especialmente os da Câmara Municipal, passando pelas Assembleias Legislativas e terminando no Congresso Nacional.

É verdade que em todos os níveis os defeitos da legislação permitem a existência de eleições sem votos suficientes, alguns sem voto algum, como os suplentes de senadores – uma figura decorativa à espera de exclusão – até os que, pelo sistema proporcional, se aproveitam dos votos excedentes de outros concorrentes (Tiririca um exemplo no aspecto nacional e vários outros nos rincões do Brasil e, principalmente, os da Terra de Tutu Caramujo), são exemplos dessa masmorra política. A falha persistente dessa sistemática apesar das promessas solenes vãs e falsas, não é, contudo, responsável única pela queda do nível da representação popular. Por tradição, o reduzido interesse do brasileiro, num aspecto geral, e em nossa Terra não fica atrás, despreocupado com as questões político-administrativas como se não lhes dissessem respeito, praticamente desaparece quando se trata de escolher o vereador, o deputado estadual, o deputado federal e o senador. Vota em qualquer um, ou em nenhum, abrindo espaço para os detentores de esquemas eleitorais suficientes para garantir seus mandatos, embora não sejam, de ordinário, os melhores nas listas de candidatos. Estamos no clímax final do pleito municipal. Várias são as promessas e projetos para serem eleitos: vereadores e prefeito. Até este momento, nenhum candidato a vereador, quer sejam, os que pleiteiam sua reeleição, ou os novos que se apresentam a maioria, sem saber sequer o que é um projeto de lei, decreto ou norma administrativa, conceito este o mínimo dispensável para a sua participação no parlamento municipal, ou ainda, quer no aspecto político, econômico ou financeiro. Esses buscam, salvo melhor juízo, um emprego garantido por quatro anos, sem saber concretamente o que pretendem se eleitos, senão, o quanto será depositado em sua conta no final do mês. Projetos de Lei? Pra que pensar nisso, estes já veem prontos do Executivo, não é mesmo? Lei? O que é isso? Nunca ouvi falar dessa coisa, a não ser pela TV.

Gente, realisticamente tem que se mudar o conceito esdrúxulo até então existente e, concretamente, comecemos então, pela base, nestas eleições municipais. Não basta tão somente concentrar-se na escolha do prefeito, pois ele não governará sozinho, precisando da imprescindível participação da Câmara, numa coparticipação também necessária nas relações entre Executivo e legislativo e vice-versa. Se a Câmara futura for pior do que a atual, a culpa será nossa e, por coincidência ou não estará se concretizando a predição do inesquecível Ulisses Guimarães: “Esperam a próxima!”, porque numa base fraca não se dará suporte a uma pirâmide política forte. Pense nisso.

Outro aspecto interessante que se pode observar nessa eleição municipal, aqui, ali ou alhures é o desinteresse da população, de um modo geral, com relação ao pleito em que iremos escolher o prefeito e os vereadores.

A população se mantém alheia à eleição. Uma grande maioria do povo, decepcionado, afirma não haver nenhum interesse em cumprir seu dever de cidadão. Esse fenômeno, outrora, já havia sido demonstrado nas eleições de 2012. Para os cientistas políticos, o desânimo eleitoral se deve a fatores objetivos e subjetivos. Entre os primeiros está a falta de recursos dos candidatos para cumprir compromissos de campanha, uma vez que não podem receber doações de empresas. No entanto, o que certamente está pesando mais é o clima político dominante no país. Com a persistência da crise, o eleitorado mostra-se frustrado, desencantado mesmo com a política e descrente de que esta possa mudar alguma coisa. As promessas são muitas, proporcionais ao número de candidatos, sobretudo de vereadores. Esses se empenham, sabe-se lá por quais motivos. As propostas só melhoram um pouco com relação aos candidatos a prefeito, talvez porque tenham mais tempo para se expor. Mas falta empolgação. Engana-se quem pensa que a população perdeu as esperanças. Ainda resta um fio de esperança, não é mesmo?

“Carpien Diem”, isto é, “Aproveite o dia”, a hora é agora, senão: “Esperem o próximo”.






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