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O TEMPO QUE O TEMPO TEM

 

Fim de ano é tempo de arrumar as gavetas de nossos sentimentos, ajeitar nossa sala para receber o novo. Amanhã ele virá encher nossa casa de vida, acordar nossas esperanças, preencher de entusiasmo nossos olhos. Este último dia do ano remete-nos a reflexões bastante íntimas sobre nossa vida. No conflito de buscas, significados e de sentido, o término de um ano nos questiona sobre o que concluímos e o que desejamos no novo ano que bate às nossas portas pedindo para entrar. Não devemos nos ressentir pelo que não realizamos, mas agradecer pelo que vivemos. Não queremos uma vida que passa simplesmente, sem deixar marcas; buscamos, sim, o essencial para ela: ser felizes.

“O último dia do ano não é o último dia do tempo. Outros dias virão... O último dia do tempo não é o último dia de tudo... Surge a manhã de um novo ano. Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você mesmo tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, e eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre”. (Carlos Drummond de Andrade)

Fim de um ano e início de um Novo Ano, muita gente se queixa de não ter tempo bastante. É que as pessoas olham a vida, sua vida, com olhos humanos demais. Mas é preciso estar totalmente presente em todos os instantes que ele lhe oferece.

Quantos de nós ao olharmos o ano novo encontramos a esperança? Ainda que essa esperança não esteja tão somente no despertar do Ano Novo, mas na vontade de que Deus abra as asas da esperança sobre nós, não é mesmo? Mas é preciso que estejamos totalmente presente em todos os instantes que Ele (Deus) nos oferece e tenhamos tempo, em especial um tempo exclusivo para Deus. Já pensou nisso.

Mais um ano passou e nesse tempo moderno observamos que as bicicletas corriam, os automóveis corriam, os caminhões corriam, a rua corria, a cidade corria, todo mundo corria. Corriam todos, para não perder tempo; corriam ao encalço do tempo, para recuperar o tempo, para ganhar tempo.

Até logo, doutor, desculpe-me – não tenho tempo. Passarei numa outra oportunidade, não posso esperar mais – não tenho tempo. Termino aqui esta carta – pois não tenho tempo. Queria tanto te ajudar – mas não tenho tempo. Não posso aceitar, por falta de tempo. Não, agora não. Não posso refletir, nem ler, ando assoberbado – não tenho tempo. Gostaria de rezar – mas... não tenho tempo.

Quantas visitas deixei pra depois:  ao meu vizinho, ao meu parente mais próximo, aos presidiários, aos hospitalizados, e até mesmo a um asilo ou casa de repouso de velhos ou inválidos, porque não tive, nem tenho tempo?

Compreendes, nos tempos modernos não temos mais tempo... a criança está brincando, não tem tempo. O estudante tem seus deveres a fazer, não tem tempo... mais tarde eu cumpro o meu dever. O universitário tem suas aulas, e tanto, tanto trabalho que não tem tempo... mais tarde. O jovem pratica esporte, não tem tempo... mais tarde. O casal após a núpcias tem sua casa, deve organizá-la, não tem tempo... mais tarde. O pai de família tem seus filhos, não tem tempo... mais tarde. Os avós têm seus netos, não têm tempo... mais tarde. Estão doentes. Precisam tratar-se... não têm tempo, mais tarde. Estão à morte, não têm... Tarde demais, não tem mais tempo.

Assim correm todos, indistintamente todos, atrás do tempo. Passam correndo, pela Terra apressados, atropelados, sobrecarregados, enlouquecidos, assoberbados, nunca chegam, falta-lhes tempo, apesar de todos os esforços, falta-lhes tempo; falta-lhes mesmo muito tempo. Com certeza, erram os cálculos. Existe um engano geral: as horas são curtas demais, os dias curtos demais e, finalmente, vidas curtas demais. Num mundo violento e conturbado onde o superficial domina e a comunicação profunda escasseia, que tenhamos tempo num coração sensível e generosamente benfeitor, aberto para captar a esperança, lá onde mora a preferência, pois tempo é questão de preferência.

E por falar em tempo, tarefas, hora fatal existe outro detalhe curioso: em geral, quem anda muito ocupado, costuma encontrar brecha para mais um favor, para liderar mais uma iniciativa, para assumir mais um encargo, para escutar mais um amigo ou socorrer algum coração necessitado. Almas generosas, personalidades serviçais e abertas, que vivenciam concretamente a sabedoria desafiante daquele velho provérbio: TEMPO É QUESTÃO DE PREFERÊNCIA. O relógio do tempo não para, disse certa vez o poeta Papini, sendo corroborado pelo poeta Luís Otávio, quando afirmou: “O tempo não me dá tempo, de bem o tempo fruir. E nesta falta de tempo nem vejo o tempo fugir”.

Para finalizar, tomo de Carlos Drummond de Andrade emprestado, esses versos: “No Ano Novo não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas, nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver”. Valorize cada momento que você tem! E valorize mais porque você deve dividir com alguém especial o suficiente para gastar o seu tempo junto com você. Lembre-se de que o tempo não espera por ninguém. Ontem é história. O amanhã é um mistério. O hoje é uma dádiva. Por isso se chama presente. Um ótimo e abençoado 2017, pois ainda há tempo e a vida continua...






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