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A CRÔNICA DA SEMANA: UM POUCO DE SAUDOSIMO NÃO FAZ MAL

 

 

Por Marcos Gabiroba.

Como é difícil iniciar um Ano Novo escrevendo crônicas. O escriba se perde tentando escrever quase tudo. O que passou e o que tem passado neste início de ano. Vários assuntos poderiam ser os temas: a posse de Ronaldo Magalhães no último dia primeiro, retomando uma caminhada árdua nesse seu retorno após doze anos afastado da posição de arcaide. Teve ele outras atividades neste interstício, tais como: deputado estadual, secretário de Estado e assessor dos governadores, Aécio Neves e Antonio Anastasia, onde exerceu suas funções com caráter, urbanidade, zelo e muita responsabilidade. Temos certeza que neste seu retorno à Prefeitura encontrará muitas dificuldades para colocar a casa em ordem, onde nos últimos quatro anos o império da incompetência fez jorrar a indignidade na administração pública e aos munícipes. Agora é hora de trabalhar muito e muito para restaurar a dignidade no seio da administração da cidade e, junto àqueles escolhidos para ajudá-lo a transformar o quadro negro da indignidade, restaurar também, a esperança de que novos dias estão a prosperar na Terra de Tutu Caramujo, com certeza.

Mas, nem tudo que reluz é ouro como prediz velho e conhecido adágio popular. No limiar do ano novo, a imprensa de Minas e do Brasil foi abalada com a notícia do massacre na cadeia pública de Manaus, capital do Amazonas, e, outra a de levantar defuntos quando a imprensa nacional flagrou o Governador Pimentel, este fortemente envolvido na Operação Acrônimo, um dos braços do processo de corrupção da Lava-Jato. Sabe-se que o governador de Minas, num ato extremo de verdadeiro abuso do poder, diga-se de passagem, para ele legal, porém, no entendimento do sofrido povo que paga suas contas, um ato imoral, fez uso de um helicóptero de propriedade do Estado para buscar seu filho bêbado, quiçá drogado, numa festa de Réveillon num Condomínio Particular, às margens do Lago de Furnas. Lamentável em todos os aspectos este fato, tendo em vista que este inominado ato ter sido advindo de um político ainda não imune aos processos a ele atribuídos. Até que se prove que Maria não se chama Joana, para ele Pimentel seu desatinado e irresponsável ato é legal. Mas muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte e temos certeza quando os seus processos chegarem às mãos do Juiz Sério Moro, este ícone da Justiça no Brasil não engolirá goela abaixo mais este ato de corrupção que envolve o governador do Estado.

Por outro lado, me lembrei de Milton Campos, ex-governador de Minas em priscas eras, sem dúvida alguma para aqueles que o conheceram, ou dele ouviram falar, que foi uma pirâmide, brandindo a ironia como sua arma preferida, com seu “franciscano bom humor” debaixo da graça e da segurança nas suas sábias atitudes, quando ao seu solicitado por seu filho, então prestando o serviço militar. Naquela época o serviço militar era obrigatório a todo jovem, filho de quem fosse. Como acostuma acontecer com qualquer cidadão, o jovem acordou mais tarde, consequentemente, não chegaria a tempo no quartel para a chamada matinal dos recrutas. A punição para àqueles que chegassem atrasado, poderia ser, entre outras, 24 horas de xadrez, ou 24 horas recluso à “solitária”, isto é, a um quarto escuro. O exército era rigoroso, e o atraso era considerado um ato de indisciplina. O jovem, aflito, apelou para o pai governador, pedindo-lhe que autorizasse o motorista do palácio a levá-lo ao quartel para evitar a punição. Calmamente, o governador explicou ao jovem cidadão, seu filho, que o carro oficial só poderia ser usado para atividades do governador. Não era uma propriedade privada, era pública. Aconselhou o filho a levantar-se mais cedo e a assumir as responsabilidades por seus atos e a ser humilde para receber a punição, se houvesse.

Pode parecer romântico, ingênuo, ou até mesmo piegas rememorar fatos como esse. O uso do que é público como propriedade privada banalizou-se de tal forma que não escandaliza mais ninguém. Os carros oficiais, ou os contratados a peso de ouro das empresas de transportes, sob o pálio de “exclusivo a serviço de...” são usados para levar crianças à escola, os aviões, para secretários de Estados e Deputados, Ministros gozarem férias; o nepotismo campeia, e os cargos de confiança, ou os em comissão são preenchidos sem nenhuma exigência de competência, são chamadas moedas de troca eleitoral. Mais grave ainda é a fraude nas licitações, a remessa de dólares para o exterior, o uso de informações secretas, ou privilegiadas para negócios escusos, a manipulação de índices que fazem a festa dos especuladores de plantão são tão usuais que ninguém mais tem coragem de denunciar, ou quando denunciam é porque estão envolvidos, ou porque foram passados para trás.

Mesmo que a história não acabe, exemplos como os de Milton Campos são propositadamente esquecidos e evitados por inconvenientes. Ou será que ele, Milton Campos, é o que estava errado? Se seu exemplo valesse no longo do tempo, cadelinhas de estimação não andariam em carros oficiais, sequer, Pimentel teria coragem de usar um helicóptero do povo para o abuso cometido no limiar do ano novo, como vimos. Fim dos tempos? Ou os tempos modernos são outros? Mudaram os homens? Os políticos? Ou continuamos a ser meros entregadores de votos nas urnas e nada mais?  Chega de tapas na cara. O direito de usar o helicóptero não é privilegio do governador, pois a lei e o direito são iguais para todos, não é mesmo? Pense nisso, pois ainda há tempo. Novas eleições estão por vir, em breve. E aí bebé, mamar na gata você não quer, né?

Ainda há tempo!

ÓTIMA SEMANA PARA TODOS.






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