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NA TELEVISÃO E NA VIDA, NAVEGAR É PRECISO!

 

Por Marcos Gabiroba.

Todos nós conhecemos a história de Colombo e sua descoberta da América. Ele sonhou e jogou-se à tarefa, acreditando, obstinadamente. Durante a longa travessia marítima, a terra custava aparecer. As semanas rolavam pesadas, monótonas. Numa tarde de dúvida e desalento, os marujos jogaram a pergunta descrente: - Chefe, o que faremos quando todas as nossas esperanças tiverem morrido? – Ao raiar do dia, vocês dirão: continuamos navegando, navegando, navegando... Respondeu Colombo, o grande descobridor da América.

Se as tempestades se armam, se os ventos se mostram adversos, os desafios se agigantam e as pedras do caminho te machucam... Coragem. Apesar de tudo... Continuem navegando, insistindo, perseverando, com otimismo e entusiasmo a bordo do seu barco vida e Deus no coração...

Importante é o que já sabemos: “navegar era preciso. Descobrir a América nem tanto”. Meditar é importante. Onde e quando, nem tanto. Ter amigos é bom,. Ter muitos amigos, nem tanto. Ser lúcido é necessidade. Clareza total, em tudo, nem tanto. Ser jovem e aberto ajuda. Lastimar a idade, nem tanto. Enganar a si mesmo é fácil. Conviver com o engano, nem tanto. Suspirar pela montanha é recomendável. Atingi-la de imediato, nem tanto. Gostar do trabalho é decisivo. O tipo de trabalho, nem tanto. Acreditar no Além, é graça. Instalar-se no provisório, nem tanto. Lutar com perseverança é necessidade. Vencer todas as batalhas, nem tanto. Seguir em frente, destemido é sabedoria. Jamais estacionar, para abastecer, nem tanto... Cantar um hino à vida dizendo “sim” aos planos de Deus é maravilhoso! Acertar todas as notas, sempre, nem tanto. Pense nisso.

Engraçado, hoje estive pensando sobre a dupla face do cotidiano, enquanto matutava sobre qual assunto deveria eu trazer a baila nesta crônica. E a meditação levou-me para bem mais longe. Assim como na vida, na televisão, no teatro, no circo e no cinema os artistas apenas encenam. Representam papéis, desempenham personagens. Deixam de lado a sua vida e passam a viver a vida de outro alguém. Arquivam, por algumas horas, por alguns dias ou meses, a sua verdadeira personalidade e tentam encarnar a personalidade de outra pessoa: heroi ou vilão como Luís XV ou Napoleão, ou a vida de um santo ou pecador, Cantinflas (lembram-se dele?), ou um filme como O Poderoso Chefão, versão I, II e III. Enfim, no mundo moderno nossa vida é um eterno viver e representar, não é mesmo?

Na TV, no teatro, no circo e no cinema os artistas não são eles mesmos. Apenas encenam, representam fazem de conta. É a sua obrigação. É o preço que pagam ao ofício escolhido. E, para vivenciar um personagem tem um salário, muitas vezes maior do que a maioria de quem trabalha em outra qualquer profissão, isto é, a cota que o trabalho profissional deles exige... Por isso, viver e representar são uma arte. Um simples entretenimento, cheio de banalidades, suspiros e entrechoques passionais, joga-me do televisor para os destinos eternos do ser humano. Navegar é preciso, porém, descobrir seu EU interior é tão importante quanto a vida do encenar. Zéca Pagodinho em um trecho de uma das suas músicas diz: “Deixa a vida me levar, vida leva eu; deixa a vida me levar, vida leva eu; deixa a vida me levar, vida leva eu, pois sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu”! Assim, podemos entender que este verso seja um agradecimento. Será que em nosso cotidiano lembramo-nos de agradecer a Deus por tudo que Ele tem nos oferecido?

E assim fiquei refletindo enquanto transcorria a partida de futebol que assistia pela TV. Nossa passagem pela terra, não é mais de que uma representação cênica. A realidade, mesmo, é do outro lado. Nosso verdadeiro destino situa-se além, onde as antenas de TV não chegam, onde os palcos de teatro já não existem, onde o cinema  e o circo não têm vez. Sobra-nos o futebol, tão somente o futebol e para quem gosta o vôlei e o basquete... “Deixa a vida me levar, vida leva eu...”

Aqui choramos. Aqui sorrimos. Aqui matamos e perdoamos. Como nas telenovelas e nos campos de futebol. Lá, fora do tempo e do espaço, terão cessado definitivamente todos os males que nos afligem; todos os dissabores que engolimos; todos os suspenses reais ou cinematográficos que permeiam a vida.

Só lá triunfarão a justiça, a bondade e o amor. Sem mocinhos e sem vilões. Sem personagens injustiçadas. Sem as máscaras da mentira ou da falsidade. Sem aquele final, sempre amargo para o fã clube das telenovelas, dos teatros, dos circos, poucos ainda existentes e os dos cinemas que lutam como o leão para sobreviverem, como nos antigos seriados: “a seguir, cenas do próximo episódio”.

Gente, o verdadeiro destino do ser humano não se cumpre neste mundo. Nossa passagem, aqui na terra, não passa de uma representação cênica, bem ou mal interpretada. Pense nisso. Desligue agora a sua TV e vá ao encontro do seu Criador, conversando com Ele dizendo-Lhe: “Senhor, obrigado pela lição de vida de hoje. Querendo ou não, Senhor, até a televisão nos ensina alguma coisa de positivo. Basta, tão somente, termos antenas mais profundas e captar Seus recados”. Continuar navegando é perseverar, quando a maioria desiste. É sulcar as águas, quando outros já ancoraram. Continuar navegando é embeber-se de infinitos, na coragem de quem enfrenta o impossível. É o mergulho fundo de quem atravessa a casca. É colher trigo bom, num campo adaptado de joio. É ser jovial em face aos problemas, indulgente com os menos prendados, afável com os velhos e irmão de todos, recomeçando cada dia, mesmo que seja sobre ruinas e cinzas.

Continuar navegando é falar palavras mansas e florir ternura onde outros blasfemam e agridem. É divinizar o humano e espiritualizar o terreno, pendurando sorrisos de alegria e gratidão até nos galhos áridos do cotidiano. Sempre e em tudo, com profunda vontade de ser, cantar, crescer, servir e amar. Pense, também nisso.

ÓTIMA SEMANA PARA TODOS!!! 






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