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A cronica da semana: VELHICE E JUVENTUDE OU RENASCIMENTO TARDIO

 

Por Dr Marcos Gabiroba

 

Alceu de Amoroso Lima, o Tristão de Ataíde, certa vez pronunciou e escreveu uma frase que, no mundo moderno deve ser meditada: “Felizmente, na vida das nações a velhice é por vezes a primeira idade”.

Cronologicamente, a velhice situa-se no fim de uma vida. E são tantos os que passam pela infância, pela adolescência, pela juventude e pela idade adulta, sem realmente amadurecer, no plano psicológico e espiritual.

Ainda ontem, conversando com um velho amigo de longa data, hoje com 96 anos, simpático como sempre, me disse: “Pois é, Gabiroba, a vida tem destas coisas curiosas. Foi preciso que eu chegasse a esta idade para descobrir um negócio muito importante; tudo termina e morre à nossa volta; perdemos amigos, perdemos dinheiro. E só fica com a gente o bem que se praticou. As boas obras que a gente realizou. O resto vira lixo, cai no esquecimento”.

Pois é, amigos, companheiros e companheiras de jornada, semanalmente neste espaço, na vida de cada pessoa, como no palco das nações, a velhice é muitas vezes a primeira idade. Paradoxalmente, o final se converte em começo. A etapa derradeira, como num salto de trampolim, retorna ao início. Já pensou nisso?

Despertar, aos setenta ou noventa anos, não é lá muito glorioso. Mas fica sempre aquele velho consolo, sanando o tempo esbanjado: antes tarde do que nunca. Embora tardio, qualquer nascimento é digno de festa, de alegria e gratidão. Digam-no todos os convertidos da última hora, nas estradas de Damasco da História.

No calendário biológico, a velhice é o descambar das forças, a proximidade do adeus ao mundo. Bem-aventurados os que, embora decrépitos já ensaiando a despedida, encontram na velhice o alvorecer da maturidade profunda, o renascimento essencial, o exemplo daquele velhinho, amigo meu, de 96 anos: “tudo termina e morre à nossa volta”, só fica conosco o bem que praticamos. O resto vira lixo e cai no esquecimento, não é mesmo? Pense nisso.

Chorando nostalgias, mergulhamos de cabeça nas águas do nosso presbitério: minha infância e minha pátria, por isso vivemos no exílio. Exilados ou muito libertos, cidadãos de todos os mundos ou confinados à estreita prisão da imaturidade, a vida continua, desprovida ou plena de sentido. Continua a vida, continuamos nós. Ninguém gosta de envelhecer. Alguns dizem que não se importam. Mas desconfio que estejam mentindo. Outro dia, um colega meu, desabafou: “É... acho que estou envelhecendo, mesmo. Perdi toda a minha agressividade dos bons tempos de outrora”! Não sei se Freud ou algum outro psicólogo explica ou examinou esta tese, relacionando agressividade com juventude. Espero, a qualquer hora espiar algum tratado de psicologia para tirar minha dúvida... De qualquer maneira, gostei daquela frase. Especialmente do seu toque de bom-humor. Bom-humor e jovialidade que até hoje caracterizam este meu colega, revelando sua contagiante juventude de espírito.

Não sei precisar se você que me acompanha todas as semanas neste espaço é calmo ou uma pessoa agitada, pacato ou apressadinho, pacífico ou agressivo. Sei apenas que andei auscultando pessoas, observando atitudes, comparando reações. Uma espécie de estudo psicológico ao vivo, independente de livros e teorias acadêmicas. O convívio humano é uma escola notável, com lições diárias. Lições de todo tipo. Sábias e coerentes, aqui. Difusas e desconcertantes, acolá. Assim de estontear qualquer analista. Aqui faço uma pausa e pergunto: isto já aconteceu com você?

E neste longo aprendizado, nesta escola do cotidiano, já não duvido um instante: a idade de uma pessoa revela-se em suas atitudes, em seu comportamento, em suas palavras e depoimentos, na maneira de encarar o trabalho, os fatos, os homens, a vida e o mundo.

Numa só palavra: cada ser humano é um espelho revelador. Basta observar de perto, com atenção e a gente descobre a fisionomia peculiar do indivíduo. E, por falar em velhice e juventude, aqui vai um pequeno espelho. Todo espelho, não fendido ou embaciado, reflete rosto e objetos, com perfeição. Há espelhos, simbólicos, que revelam a idade e a visão existencial das pessoas.

Na próxima semana, se Deus assim nos permitir, tentaremos estabelecer um Decálogo da Velhice Prematura, a título de curiosidade. Talvez você descubra nele alguns traços de seu rosto, de seu perfil, de sua vida.

E, finalmente, para não dizer que não falei das flores, grafo aqui dois pensamentos de Mahatma Gandhi para a sua reflexão: “Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo”. E, “A lei do ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensemos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos”. Pense nisso sempre!!!

 

Ótima semana para todos. 

 






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