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A crônica da semana: ALIE-SE ÀS ENGRENAGES COM A TERAPIA DO BOM HUMOR

 

Por: Marcos Gabiroba

No meu tempo de estudante do Ginásio Estadual Oficial de Itabira todos os anos havia na Escola, durante o mês de junho uma festa junina, eu, um dos alunos que morava longe não podia participar, apesar de minha grande vontade em ser convidado para tal. Eu adorava festa junina, porém, ao não ser convidado para participar me trazia uma secreta tristeza. Frustrado, chegava em casa e comentava com a mamãe que mais uma vez não tina tido oportunidade de participar do evento. Mamãe toda carinhosa respondia-me: liga não, meu filho; um dia você será convidado.

No penúltimo ano de minha permanência no colégio, 3ª série veio-me o convite tão esperado. Eu ia ter uma participação, pois finalmente achava que iria dançar ou comandar a quadrilha. Qual a minha decepção quando me avisaram que seria o palhaço da dança, papel este de somenos importância e de pequena ponta, de pouca atividade. Meu estado de espírito durou pouco, pois um colega meu participou como o personagem central. A mim coube, como frisei acima, uma ponta, com pouca importância.

Voltei para casa chateado e julgando-me um palhaço, pois nunca havia ouvido falar que em festa junina havia palhaço abrilhantando a dança.

Mamãe quis saber o que se passava e ouviu toda a minha história, entre soluços e lágrimas. Sem nada dizer, ela foi buscar o bonito relógio Ômega Ferradura de bolso de meu pai e colocou-o em minhas mãos dizendo: - “O que você está vendo”? – “Um relógio folheado a ouro, com mostrador e ponteiros”, respondi. Em seguida, mamãe abriu a parte traseira do relógio e repetiu a pergunta: - “E agora, o que está vendo”? – “Ora, mamãe, aí dentro parece haver centenas de rodinhas e parafusos”. Mamãe me surpreendia, pois aquilo não tinha nada a ver com o motivo do meu aborrecimento. Entretanto, calmamente ela prosseguiu: - “Este relógio, tão necessário a seu pai e tão bonito, seria absolutamente inútil se nele faltasse qualquer parte, mesmo a mais insignificante das rodinhas ou o menor dos parafusos”. Nós nos entreolhamos e, no seu olhar calmo e amoroso, eu compreendi sem que ela precisasse dizer mais nada. Essa pequena lição, em minha vida tem me ajudado muito a ser mais feliz. Aprendi, com a máquina daquele relógio, quão essenciais são, mesmo os deveres mais ingratos e difíceis, que nos cabem a todos. Não importa que sejamos o mais ínfimo parafuso ou a mais ignorada rodinha, desde que o trabalho, em conjunto, seja para o bem de todos. Percebi também que se o esforço tiver êxito o que menos importa são os aplausos exteriores. O que vale mesmo é a paz de espírito do descer cumprido.

Com o tempo, aprendi também que quando desejamos um conselho viável, bem prático é amanhecer cada dia com a luz da esperança nos olhos, sorrindo, rezando.

- Senhor, afasta de mim as preocupações desnecessárias, a impaciência, o ódio, a crítica maldosa, o desamor. Abençoa, Senhor, meus familiares, parentes, colegas, amigos. Todos aqueles que eu encontrar ao longo do dia de hoje.

Senhor, que eu assuma o meu trabalho com generosidade e bom humor, amando as tarefas e compromissos que irei assumir, executar, jogando longe os sentimentos negativos que só deprimem e debilitam, envenenando meu espírito.

Fica comigo, Senhor, ao longo de mais um dia. Quero sorrir, cumprindo meu dever. Quero ser útil, incansável, jovial sem, nuca esmorecer. Obrigado, Senhor!

Amigos e ouvintes, não importa o tamanho da função, e, sim, sua importância para que tudo funcione. Eis a questão. Aliando-se a importância da engrenagem do relógio com a terapia do bom humor sua vida será outra, com certeza.

Esta crônica, de preferência é dedicada àqueles que ainda possuem relógios como os de antigamente. Os atuais, eletrônicos ou de quartzo não possuem engrenagens, não é mesmo, meu caro Watson? 

 

Ótima semana á todos!!! 

 

 

 






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