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O TEMPO AINDA ESTÁ PARA TEMPESTADES

 

Por: Marcos Gabiroba

Depois da última quarta-feira, dia 17 de maio, em nome, para uns, do bom jornalismo, ou na busca para outros, de um grande furo jornalístico, ou com o propósito, quem sabe, de destruir nosso frágil regime democrático, o país quase parou depois de divulgadas, pelo site do Jornal O Globo, parte das delações dos i9rmãos Batista, Joesley e Wesley, donos do poderoso Grupo J&F. Premiou-se, então, a mais premiada de todas as duplas do país.

Quem cresceu pagando propinas e sabe lá Deus o que mais. E, de lambuja, foi absolvida dos crimes que possa ter praticado em suas andanças. Tudo feito com esmero e o apoio do nosso suado dinheirinho.

As mídias em geral – jornais, revistas, rádios e TVs, incluídas as redes sociais, que cada vez mais ganham importância, embora, às vezes deixem totalmente de lado qualquer tipo de responsabilidade – não falaram de outro assunto. A preocupação com o futuro deste país, todavia, que se viu jogado na sarjeta tanto aqui quanto lá fora, passou a ser questão de somenos, isto é, sem qualquer relevo ou importância.

No meio desse tsunami, lá estavam o próprio presidente Michel Temer e, a seu lado, além de outras figuras importantes e impolutas como o ex-presidente Lula e Dilma, cujo desdobramento de suas falcatruas ainda desconhecidas, cuja apuração caberá ao Juiz Sérgio Moro desembaraçar o resto da cebola, e, separar o joio do trigo, como também o senador Aécio Neves, este, imediatamente afastado pelo STF; o deputado Rodrigo Rocha Loures, a eminência parda de confiança do Temer, ou como queiram o “homem da mala”, cujo destino seguiu-se o de Aécio. E o Brasil, amigos, foi parar na CTI dos incautos e nele continuará enquanto os radicais – de ambos os lados – se engalfinham como loucos à procura de uma solução que nenhum deles enxerga – isto é, a Constituição promulgada em 1988, que, claro, não serve a eles, que buscam, apenas, seus interesses imediatistas, pessoais ou de grupo como sempre aconteceu, não é mesmo?

Ninguém, até o presente momento, pelo menos por ora, teve a menor noção do que causou o raivoso tsunami um dia depois da comemoração, pelo governo, de alguns bons resultados na economia e na política, cujos “intérpretes” acenavam com a aprovação das reformas. Falei em interpretes, melhor seria os “abelhudos”, aqueles que sabem de tudo e de nada sabem, não é mesmo?, pois, quem paga a conta sempre é o povo.

Por outro lado, ninguém é capaz de imaginar hoje o que poderá acontecer amanhã ao país se ocorrer uma destas quatro alternativas: renúncia do Temer (a melhor delas, sem dúvidas), cassação da chapa Dilma/Temer, impeachment ou aceitação pelo STF, da ação contra o segundo, movida pelo Ministério Público federal.

E a razão desse temor está nestas duas singelas perguntas: saindo Michel Temer, quem, afinal será capaz de pegar o bastão de mão firme, liderança (que no Brasil atual inexiste), respeitabilidade, autoridade e independência para conduzir as eleições de 2018, conforme estabelece o calendário constitucional, que é uma pedra angular do regime democrático?

Nego-me a acreditar, finalmente, que os políticos honestos, que felizmente ainda existem neste país “grande e bobo”, políticos estes muito poucos, mas existem no Congresso Nacional não sejam capazes de se entenderem em torno de uma agenda mínima, com vistas ao bem comum de mais de 210 milhões de brasileiros. O ódio que se disseminou na política no período do Lulapetismo, tanto de um lado quanto o do outro, nada construiu. Só quase nos levou a uma guerra fraticida e ao atraso, disso tenho certeza. Você também já pensou nisso?

A hora é de mãos à obra, enquanto há tempo. Entender a nobreza da missão de cada um, isto é de todos nós, é fazer nascer entre nós uma sociedade fraterna muito, muito mais justa. O momento é de união em favor do país. Deixem, por favor, para 2018 uma nova disputa verdadeiramente democrática. O Brasil, se quisermos, tem solução. Desanimar, jamais!

Nessa hora em que uma doença grave atinge a Administração Pública brasileira no geral, não podemos caminhar sozinhos. E quando caminhamos, precisamos assumir o compromisso de que sempre iremos adiante. Não podemos voltar. Meus amigos e ouvintes, embora nos defrontemos com as dificuldades de hoje, as quais não fomos os promotores, nem os causadores dessa flagelação, tenhamos, neste momento um sonho. E um sonho profundamente enraizado no sonho de um Brasil, um nosso Estado e um nosso Município fortalecidos pela dignidade, pelo caráter moral e uma ética verdadeira.

Plagiando Martin Luther King, dele tomo emprestado: “Eu tenho um sonho de que um dia, esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: “Ordem e Progresso”, pois a esperança é a última que morre”, não é mesmo?

A hora é de agradecermos a Deus, todo poderoso, pois ainda somos um país livre, enfim. Pense nisso.

 

Ótima semana para todos!!! 






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