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A CRÔNICA DA SEMANA: SONHAR SONHANDO, MELHOR ASSIM

 

Por: Dr Marcos Gabiroba

O presidente Temer que assumiu o poder em agosto do ano passado (2016), portanto, há um ano do qual pode estar se despedindo em outubro de 2018, isto é, se não houver nenhuma contra reviravolta, pois nesse país “grande e bobo”, tudo pode acontecer, deverá aprovar, sem emendas ou vetos, depois de aprovada pela Câmara dos Deputados, um Fundo eleitoral partidário no valor de três bilhões e seiscentos milhões de reais para as eleições de presidente, senadores,  governadores, deputados federais e estaduais, criando em consequência um caos inimaginável na política brasileira, esta já tão debilitada e no leito de morte.

O país como sabemos está à bancarrota: saúde, educação, segurança, transporte coletivo e governabilidade giram em torno do troca-a-troca, ou do “é dando que se recebe”. Pelo que tem ensinado a experiência, o Brasil de daqui a cinco anos será muito parecido com o de hoje. Não é, naturalmente, o que dizem os políticos, os economistas e a mídia paga e quem se dedica a explicar como o mundo funciona. Mas o Brasil das realidades, seja quem for o próximo presidente, acordará com a mesma cara que temos hoje em dia. É uma boa notícia. O Brasil de hoje tem muito mais de bom que de ruim, e nesses casos o melhor que lhe pode acontecer é ir se segurando mais ou menos onde está. O fato que realmente interessa, e do qual bem pouco se fala é que o Brasil poderia ser um dos países mais bem-sucedidos do mundo. Tem problemas, claro e muitos e todos são reais. Porém, é um país de verdade, com 205 ou 210 milhões de habitantes e ainda não tem um parque de diversões e tem uma situação admirável para quem chegou e esse porte. Neste contexto os Estados Unidos dão um baile, seguido pela França, um país menor do que o nosso Estado do Sergipe. Sonhando vejo um país onde não há um único buraco em seus milhares de quilômetros de autoestradas. Todas são de primeiríssima classe. O trem-bala existe na imaginação dos brasileiros; está sempre dentro do horário, mantém velocidade média de 300 quilômetros por hora e sua rede já é cinco vezes maior do que o trajeto Minas, Rio de Janeiro, São Paulo/Brasília.

O Brasil possui um PIB per capita acima de US$ 42000 dólares anuais. Soube aproveitar com inteligência, rapidez e eficácia todo o avanço tecnológico das últimas décadas. Produz muito mais de que qualquer outro país no mundo. O salário mínimo é cinco vezes maior de que qualquer outro país das Américas, incluindo, é claro, a Venezuela e quais quer outro país do mundo. A saúde pública é impecável e as classes C, D, E e F já emergiram 100 anos atrás. O cidadão brasileiro não sabe o que é um assalto à mão armada, e não tem a menor ideia do que possa ser um arrastão em prédios de apartamentos. Nunca ouviu falar em firma reconhecida, nem em desabamento de morros. Desconhece a existência de filas de ônibus, de Previdência social, de hospitais, centros médicos, ambulatórios e numa Justiça rápida e eficiente. Rouba-se pouco, e jamais com prejuízo para os serviços públicos. Os fiscais não extorquem; apenas fiscalizam. A soma de todas as dificuldades, considerando-se a vida como ela é, parece uma brincadeira quando comparada à de certos Brics, a começar pelo que é representado na letra B.

O Brasil, certamente, tem complicações sérias, com o desemprego e a invasão de seu território pelos pobres do Haiti e os da Venezuela que, por bem ou por mal, querem emigrar para este país “grande e bobo”. Também tem uma paixão mal resolvida, e provavelmente sem solução, pelo “estado forte”, a quem se atribuem poderes comparáveis aos de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Já conseguiu um Ministério da Educação e outro de Ensino Publico, e mantém curiosidades como o Ministério da Coesão Social ou o da Ruralidade, este para proteger as terras indígenas contra os invasores e grileiros. Pera aí, acordei! Estava sonhando.

Gente, a realidade é diferente do sonho, que pena né? Até os ipês amarelos desapareceram; não florescem mais como antigamente, anunciando com suas belezas naturais de gala a primavera que vai começar. Que tristeza né? Até a natureza sente todo este desequilíbrio, o que me faz lembrar o nosso inesquecível poeta mor, Carlos Drummond de Andrade: “Como dói!” O Brasil do Temer nada mais, nada menos é do que também, “uma fotografia na parede”, não é mesmo?

Confesso que em minha longa vida de cidadão, com tristeza, jamais vi um país tão corrompido, pior do que a Nicarágua nos tempos do General Noriega, seu presidente, condenado ao exílio nos Estados Unidos, preso em cadeia de segurança máxima, até morrer. Um Congresso atrapalhado, vil e corrupto que trocou a dignidade por votos  contra a denúncia da PGR. Corrupção pelo poder econômico e pelo poder público, de cujas arcas vazam recursos que deveriam servir para melhorar o nível de vida da população, a maior vítima de toda essa contrafação administrativa que o país está vivendo. Em meio a todo esse clima de apreensões criado pelo banditismo eleitoral e administrativo restava-nos o consolo de ainda admirar os ipês amarelos em plena floração, que infelizmente hoje não existem mais. Meu Deus, “como dói”. Pense nisso.

 

A crônica da semana vai ao ar pela Pontal FM 104.3 - A rádio que é a sua cara, todo sábado ás 13h. Com reprise aos domingos á 18h e 05 min.Ouça http://www.radiopontal.com.br/radiopontal.html






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