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Boa noite - Itabira, quinta, 17 de outubro de 2019 Hora: 18:10
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A CRÔNICA DA SEMANA: A TELEVISÃO BRASILEIRA E AS NOVELAS GLOBAIS

 

Por Marcos Gabiroba

Ouça a crônica da semana no #podcast104 http://abre.ai/marcosdr

Neste ano de 2019, a televisão brasileira completou sessenta e nove de sua existência e o Jornal Nacional da TV Globo, cinquenta anos. De 1950 pra cá, muita água rolou sob as pontes da nossa televisão. Milhares e milhares de programas foram ao ar. Progredimos, melhoramos, saímos da infância, da adolescência. A TV incorporou-se ao nosso cotidiano. Muita gente já não consegue viver sem ela. A televisão, endeusada por uns. Apedrejada por outros. O mais poderoso e fascinante instrumento de comunicação social, desde o século XX.

Sociólogos e psicólogos debruçaram-se sobre o fenômeno das telenovelas, até então, tão somente ouvidas pelo rádio, especialmente a Rádio Nacional do Rio de Janeiro que era ouvida por todo o Brasil, novelas estas e posteriormente, telenovelas, as grandes campeãs de audiência nacional. Ao cair da tarde, na entrada da noite, meio Brasil sofria e ainda sofre e suspira, ri e chora pendurado na tela iluminada do televisor, outrora em preto e brando e, a partir de 1971 a chamada TV em cores. Legiões de telespectadores bebem os capítulos de duas ou três novelas por noite. E ficam tristes, frustrados, quando perdem algumas sequências. Não é mesmo? Até hoje, ainda é assim.

Em todo contexto deste início há um aspecto peculiar que se discute nacionalmente: a prolixidade, a longa duração das nossas telenovelas. Exigência do público? Problema técnico ou financeiro? Insistência em repetição, porque há sintonia? Razões de contrato com os autores da novela, com o patrocinador do programa? Não sei, ao certo. Um conjunto de fatores e circunstâncias, provavelmente. Sei apenas que, em termos de brevidade e síntese, as telenovelas brasileiras rodam espetacularmente no teste. Claro, já houve alguma que ficou poucas semanas no ar de tão ruim ou mal bolada, por isso, abortaram-na prematuramente e o público bateu-se em retirada e a emissora buscou outros caminhos. Lembram?

O normal é vermos uma estória se arrastando por meses e meses. O enredo se alonga, se espicha. As soluções retardam. Novos personagens são introduzidos. Novas situações laterais são criadas. O que poderia ser dito num diálogo de poucos minutos, recebe um mês de tratamento com mil e um suspenses, entrecortados pelos intermináveis comerciais. Se o IBOPE vai alto, se o público prestigia, a ordem da direção é sempre a mesma para o autor da novela: - Produza mais uns 50 capítulos, Ok? A maré é boa... – Aquele humilde operário disse muito bem: - Poxa, novela é um troço que nem ata nem desata! Os homens enrolam, enrolam a começar em janeiro e só desenrolam no fim do ano. A gente quase morre do coração, neste tempo todo. Os personagens bons da novela sofrem, são castigados. E os maus levam castigo apenas no finzinho... Você caro ouvinte que acompanham novelas, já percebeu isso?

Dias desses, andei lendo um livro sobre Cibernética. Confesso que fiquei tonto com as dezenas de definições diferentes. Fixei-me numa delas: - Cibernética é a arte de fornecer o máximo de informações com um mínimo de deformações. Fiquei pasmo! Não sou muito adepto, nem contra as novelas, gratuitamente. Aqui e ali, dou uma espiadinha nalguns capítulos. Entendo perfeitamente os que se apaixonam  pela sequência da estória. A novela, hoje, é um romance que líamos trinta, quarenta anos atrás, acrescida pelo fascínio da tela iluminada, pela felicidade de captação audiovisual. Em cores, para os que já têm TV colorida. Mas existem ainda, muito pouco, é verdade, àqueles que possuem somente a em preto e branco, não é mesmo? A TV colorida torna o espetáculo mais atraente e vivo ainda. O homem de todos os tempos sempre buscou o mundo dos sonhos e, isso, tornou-se mais atraente com as TVs em led. A ficção tem um poder catártico inquestionável. A fuga da realidade, por vezes, brutal e cruel, representa uma ilha de repouso e relax. Faz bem aos nervos. Ajuda a esquecer. Devolve-nos um pouco retemperados

Na vida, todos nós conhecemos um pouco, esses mecanismos psicológicos. O fenômeno da projeção e da identificação com os personagens alicerça a literatura escrita e falada. Todos nós reconhecemos os progressos técnicos da nossa televisão brasileira, onde, querendo ou não a Globo está muito à frente das demais existentes principalmente, nos últimos quarenta anos. Já temos ótimos programas, à exceção de um “Programa do Faustão” e outras baboseiras existentes, programas estes carregados de conteúdo, psicologia humana, informação e futebol. Haja futebol! E as novelas? Estas, como sempre, longas demais, porém, muito menos curtas do que antigamente. Caso você caro ouvinte ainda não observou, observe daqui pra frente, como as novela que estão no ar nos canais Globo, Record e Bandeirantes estão tão próximas da Cibernética, isto é, pelo avesso: um mínimo de informação em cada capítulo. Noite após noite, como andam devagar os capítulos e a predominância são os comerciais nos intervalos. Como são longos e enjoativos. Deus me livre... Os capítulos são tão sem nexo que, mesmo você desligando o seu televisor por um mês, em dois instantes, você recupera a continuação do enredo, sem grande dificuldade, isto porque durante esse período em que sua televisão esteve desligada a estória progrediu pouquíssimos palmos e o enredo continuou Maria vai com as outras, não é mesmo? É uma pena. É uma pena. E todos os noveleiros pensam o mesmo que neste instante em que escrevo esta crônica estou pensando.

E, como todo Brasil, de norte a sul, de leste a oeste, do Oiapoque ao Chuí, grudado ao televisor, cada noite, vemos os pratos nos fornecidos ao nosso paladar que poderiam ser bem mais C I B E R N É T I C O S, vocês concordam? Com menos morosidade e mais conteúdo; menos superficialidades gratuitas e mais valores humanos, existenciais; com menos tamanho e mais janelas abertas para o mundo espiritual, assim não são as novelas brasileiras que vemos nos Caminhos de cada dia da nossa televisão, nos tempos modernos, não é mesmo? E, lembrando-se de Senhorzinho Malta, da antiga novela “Roque Santeiro”, dele tomo emprestado e pergunto: ESTOU CERTO OU ESTOU ERRADO? Pensem também nisso!

 


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