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Boa tarde - Itabira, segunda, 17 de junho de 2019 Hora: 14:06
Futebol
Número proibido no futebol brasileiro: camisa 24 é recusada por jogadores de grandes clubes, como Atlético e Cruzeiro

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O 24 parece ser um número proibido para os jogadores do futebol brasileiro. Atlético e Cruzeiro, entre outros grandes clubes nacionais, divulgaram a numeração dos atletas para a temporada, sendo possível notar uma grande coincidência: o algarismo não figura na camisa de nenhum atleta.
 
A explicação para essa recusa passa pelo heterossexismo, opressão das pessoas lésbicas, gays, bissexuais ou que se identificam de outras formas com relação à sexualidade, baseada num conjunto de crenças que assume que a heterossexualidade é a única forma de sexualidade 'natural'. No Brasil, o 24 está ligado ao animal veado no jogo do bicho, criado há cerca de 120 anos pelo barão João Batista Viana Drummond para estimular a visitação ao Jardim Zoológico do Rio de Janeiro. Associado a séries numéricas, o jogo caiu no gosto popular e se espalhou pelo país. Mesmo sendo contravenção pela legislação penal brasileira, sua prática jamais foi abolida.
 
No Brasil, o veado acabou sendo relacionado a um animal delicado e saltitante, a imagem do Bambi, dos desenhos de Walt Disney. Na linguagem popular, os termos viado e veado são associados ao homossexual masculino. Essa história ajuda a entender o principal motivo de o 24 não ter grande adesão no futebol brasileiro.
 
Em outros países, o cervo, animal da mesma família do veado – Cervidae -, representa a virilidade. Nos Estados Unidos, por exemplo, ele é o símbolo de uma marca de roupas originalmente masculinas, a Abercrombie.
 
Uso do 24 seria 'afronta' ao heterossexismo
 
Para Gustavo Andrada Bandeira, doutor pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pesquisador em futebol e masculinidade, usar a camisa 24 seria uma espécie de afronta ao heterossexismo que reina no mundo do futebol. Os jogadores buscam se afastar de tudo que questiona esse status quo para evitar qualquer desgaste com torcedores, avalia o especialista.
 
“Isso [a ausência do número 24] reflete as representações hegemônicas de masculinidade do futebol. Uma representatividade heterossexual e heterossexista. Ter característica heterossexual, ser forte, viril e aparecer com mulheres na mídia são qualidades para os jogadores do futebol em um ambiente em que a masculinidade tem se mostrado frágil. E  qualquer deslocamento desta hegemonia causa ruídos, qualquer coisa que tente evitar essa hegemonia parece que será evitada pelos jogadores. Beira o ridículo você não querer usar o 24 e ver jogadores usando o número 88, identificado com movimentos nazifascistas”, analisa.
 

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