Tatiana Santos
Com sentimento de respeito e união, o 26º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Itabira, prestou uma homenagem, nesta quarta-feira (29/10), aos quatro policiais que perderam a vida durante a operação realizada no Rio de Janeiro, na terça-feira (28).
Pontualmente às 11 horas, as sirenes foram acionadas e os militares interromperam suas atividades por um minuto. Em seguida, desceram das 11 viaturas, e em silêncio, prestaram continência, demonstrando respeito e gratidão aos bravos colegas que tombaram no exercício de suas funções.
Marcada por profunda emoção e sentimento de fraternidade, a cerimônia simbolizou não apenas a dor da perda, mas também a solidariedade e o compromisso da corporação com todos os profissionais que dedicam suas vidas à segurança e à proteção da população.

Quem eram os policiais
A megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) nos Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, resultou na morte de mais de 100 pessoas. Dentre elas, quatro policiais, sendo dois militares e dois civis do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
Uma das vítimas, Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos, que foi baleado na cabeça. Ele fazia parte do quadro da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e um dia antes da tragédia conquistou o cargo máximo de investigador, passando a ser comissário de polícia. Já Rodrigo Velloso Cabral era novato na Polícia Civil e foi morto com um tiro na nuca. Ele tinha 34 anos e apenas 40 dias de corporação. Outra vítima, Sargento Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos, era especializado em tiros de precisão e trabalhava no Bope. Atingido com um tiro na barriga, Sargento Cleiton Serafim Gonçalves, de 42 anos, também era agente do Bope e era especializado em tiros e apoio tático.