Tatiana Santos
Um entrave para a instalação de empresas em Itabira, e que por muitas décadas está no centro das discussões, é a questão da água, o que acaba inviabilizando a vinda de empreendimentos para a cidade. No entanto, o prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB), deu um panorama positivo sobre o tema e atualizou informações a respeito da implantação de um eco distrito industrial no município.
Em entrevista nessa quarta-feira (18/06) ao programa Pontal Comunidade, na Rádio Pontal, o gestor público afirmou que Itabira implantará o distrito industrial sustentável na Fazenda Palestina e que o projeto está em fase avançada. Conforme Lage, não demorará muito, a população itabirana terá acesso à benfeitoria, e adiantou: “O projeto já está pronto. Já sendo aprovado, vamos entrar para licenciamento ambiental daqui a pouco. Em breve, a gente vai apresentar para a sociedade um novo Eco Distrito Industrial”, se animou.

A propriedade se localiza nas proximidades da barragem Santana, que fica a cerca de oito quilômetros do trevo da usina de Cauê, na rodovia que liga Itabira a Santa Maria de Itabira. Como informou Marco Antônio, questões relacionadas à água não serão problema, já que no espaço o recurso será abundante e utilizado de maneira inteligente, o que garantirá a permanência dos empreendimentos. “Um eco distrito maravilhoso para atrair novas empresas e com água em abundância, com esgoto tratado, com arborização, com coleta de água de chuva, com recírculo de água. Um eco distrito para a gente ter indústrias sustentáveis, uma nova indústria sustentável. Itabira no futuro”. A área conta com 300 hectares (cerca de três quilômetros) de área.
Captação do Rio Tanque
O tema água também foi abordado pelo prefeito durante a entrevista. Segundo ele, era essencial dar início às obras de captação de água do Rio Tanque. O projeto, que era discutido há 20 anos, foi lançado em 20 de março deste ano, e foi viabilizado entre a Vale, em parceria com o governo municipal e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). O prefeito lembrou o trajeto do projeto de captação desde o início de seu mandato, enalteceu a atuação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da promotora Giuliana Talamoni Fonoff, e a própria Vale para fazer essa iniciativa avançar.
As obras devem durar três anos e incluem a implantação de uma adutora de 25 quilômetros, três estações elevatórias de bombeamento de água, um tanque de alimentação direcional e uma câmara de transição, além de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) com capacidade para 600 litros por segundo.
Leia também: