Tatiana Santos
Faltando pouco mais de um ano para as eleições de 2026, quando se elege presidente, deputados, senadores e governadores, alguns nomes já começam a ser ventilados na política. Um deles é o do prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB), cogitado como candidato a deputado. Apesar de muito cedo para bater o martelo sobre seu futuro político, diante das expectativas dos correligionários de que o gestor municipal saia como representante por Minas Gerais, a possibilidade foi descartada por Lage. O prefeito afirmou, durante entrevista na última quarta-feira (18/06) à Rádio Pontal, que há manifestações para que ele seja candidato.
Diante do questionamento, o político foi taxativo: “Não há [possibilidade]. Na verdade, existem pressões”. Ele esclareceu que o presidente nacional do PSB, o prefeito de Recife, João Campos, e o próprio partido, fizeram apelos para que ele coloque seu nome à disposição para melhorar a representação de Minas Gerais no Congresso Nacional. Caso tentasse uma eleição, Marco Antônio tem uma visão otimista, dizendo acreditar que obteria resultado positivo nas urnas, com grandes chances de ser eleito, devido às manifestações de apoio também de representantes de municípios mineradores.
Foco em Itabira
Atribuindo seu posicionamento atual a uma missão por Itabira como prefeito, Lage descartou uma possível renúncia como chefe do Executivo e aprofundou: “Mas eu digo o seguinte, acima de uma possibilidade política, que a gente sabe que é real, e da necessidade de Itabira ter um deputado federal, estadual, eu acho que acima disso tem um compromisso meu em Itabira. Então, apesar dessa pressão, eu acredito que renunciar apenas com um ano e três meses nesse segundo mandato, e o povo me confiou mais quatro anos de governo, poderia ser se Itabira estivesse pronta para o futuro”.
Marco Antônio disse que tem por missão cuidar das pessoas e aproveitou para apontar aqueles que o mencionam dizendo que “o prefeito gastou o dinheiro do município, por isso que agora está em crise”. Ele elucidou sobre os burburinhos: “Então, primeiro, não está em crise. Nós estamos fazendo aquilo que um prefeito responsável e competente precisa fazer, que é uma adequação de orçamento. Segundo, eu gastei o dinheiro do município, gastei não, eu investi o dinheiro todo do município, mas investi nas pessoas que mais precisam”, argumentou.
Como as eleições só acontecem daqui a um ano e três meses, muitos nomes surgirão, posicionamentos poderão ser mudados e muita água ainda rolará por debaixo da ponte, só restando aos eleitores aguardarem.