Cinco meses após 1º alerta, Barão de Cocais ainda vive com medo por causa de barragem

De acordo com a prefeitura, a cidade já acumula prejuízo de R$ 1,5 milhão só com a falta de recolhimento da CFEM após a paralisação das atividades na mina; ainda não há prazo para o município voltar à normalidade.

Por Cíntia Paes, G1 Minas — Belo Horizonte

A população de Barão de Cocais, na Região Central de Minas Gerais, não sabe quando a vida vai voltar à normalidade. Há mais de 150 dias, a cidade vive em um clima de medo. Desde que o nível de segurança da barragem Sul Superior, na Mina Gongo Soco, da Vale, foi alterado para o índice 2, em 8 de fevereiro, a população está apreensiva com o risco de mais um desastre ambiental.

Desde que a primeira sirene tocou na cidade, avisando os moradores sobre um possível risco de rompimento da barragem, Maxwell Andrade não dorme direito. Apesar de não morar na chamada “zona de autossalvamento”, a casa onde ele vive com a mulher e a filha pode ser atingida pela lama por estar na zona secundária.

“Eu larguei minha faculdade porque tenho medo de deixar minha esposa e minha filha para trás”, disse o morador do bairro Vila São Geraldo.

Desde maio, quando a barragem entrou em nível crítico com a possibilidade de rompimento do talude, o comércio foi afetado e agências bancárias fecharam. Até hoje, algumas dessas agências permanecem fechadas e os bancos têm oferecido transporte para que os correntistas sejam atendidos na cidade vizinha de Santa Bárbara.

Até o momento, o comércio não voltou ao ritmo normal. A economia da cidade também foi afetada pela redução de arrecadação de impostos.

De acordo com a Prefeitura de Barão de Cocais, esse prejuízo total não é possível de mensurar. Mas, com a paralisação das atividades da mina Gongo Soco, o município já perdeu, neste ano, cerca de R$ 1,5 milhão somente em relação à Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que é um imposto que incide na atividade minerária.

Insegurança e exaustão

Mas a principal angústia da cidade é não saber o que vai acontecer. Alguns moradores da Zona de Segurança Secundária (ZSS) estão inseguros, com medo de não conseguirem sair de casa em caso de rompimento.

De acordo com Maxwell Andrade, que além de morador é integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), cerca de seis mil pessoas estão na ZSS, em bairros como parte do São Benedito, Ponte Paixão, Vila São Geraldo, Centro, Vila Regina, Sagrada Família, Viúvas, Capim Cheiroso e São Miguel.

Fonte: G1

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