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Na segunda-feira, 1º de setembro de 2025 — data que marca os 56 anos de existência do Jornal Nacional — foi anunciado o fim da trajetória de William Bonner como âncora do telejornal. Ele deixará o comando no dia 3 de novembro, encerrando uma era de quase três décadas à frente do noticiário mais assistido da televisão brasileira.
Motivo e legado
A saída já era motivo de especulação desde a pandemia, quando Bonner iniciou conversas internas sobre reduzir sua carga de trabalho. Segundo o próprio jornalista, a decisão é pessoal e motivada pela vontade de dedicar mais tempo à família — em parte devido à distância de dois de seus filhos, que vivem na França.
Bonner ingressou no Jornal Nacional em 1996, ao lado de Lillian Witte Fibe, sucedendo Cid Moreira e Sérgio Chapelin. Com 29 anos na bancada, tornou-se o apresentador mais duradouro da história do programa, superando os 26 anos de Moreira.
Quem assume?
A partir de 4 de novembro, César Tralli, atualmente à frente do Jornal Hoje, passará a ocupar a bancada do JN, ao lado de Renata Vasconcellos. A editora-chefe adjunta do telejornal, Cristiana Sousa Cruz, assumirá a posição como nova chefe da equipe editorial.
Reorganizações na Globo
A mudança repercute em outras atrações da emissora:
- Roberto Kovalick entra no Jornal Hoje, substituindo César Tralli.
- Tiago Scheuer assume a apresentação do Hora Um, telejornal matinal.
O que vem por aí para Bonner
Em 2026, William Bonner vai se integrar à equipe do Globo Repórter, dividindo a apresentação com Sandra Annenberg.