Tatiana Santos
Morador de Itabira há oito anos, o aposentado Giovanni Carvalhais de Oliveira, está desde 2019 batalhando contra um câncer na glândula parótida direita e depois contra uma metástase inoperável nos pulmões. Depois de cirurgias e várias sessões de radioterapia e quimioterapia, ele começou a fazer uso de um medicamento de alto custo, chamado mesilato de lenvatinibe. O remédio não está incorporado no Sistema Único de Saúde (SUS) e o valor chega a R$32mil.
Giovanni conseguiu na justiça o fornecimento por um período de tempo, porém, na última sexta-feira (13/09), recebeu uma decisão judicial que indeferiu sobre o fornecimento pelo SUS, motivo pelo qual a família resolveu realizar uma rifa solidária para conseguir arcar com os custos desse tratamento.
Comprando um número neste site, além de ajudar o aposentado, ainda concorre a um iPhone 15 usado em ótimo estado ou o valor de R$4 mil em Pix. Uma cota custa R$ 10,00. “O custo médio mensal do remédio é de R$ 32 mil, um valor impossível de arcar sozinho. Infelizmente, já buscamos diversas alternativas junto ao Estado e à União, mas até o momento todos os pedidos foram indeferidos. Por isso, contamos com sua colaboração”, pede Nicolas Borel, organizador da rifa e filho de Giovanni.
Conheça a história de Giovanni CLICANDO AQUI
Mesmo atravessando esse momento delicado, Giovanni, que é casado e tem dois filhos, ainda dá o que tem de melhor: o amor pelos que sofrem. Ele é voluntário na associação Oncoviva em Itabira, onde promove escuta ativa a pessoas em tratamento oncológico, compartilhando sua fé em Deus e impulsionando os pacientes a não desistirem de lutar pela vida. “Eu acredito que sem fé seria impossível vencer qualquer doença, pois é importante que a gente acredite em Deus e acreditemos também que Ele tem várias formas de traçar seus projetos na nossa vida”, descreve.
Em 2019 ele foi diagnosticado com câncer na glândula parótida direita e após o diagnóstico, passou por procedimento cirúrgico em Belo Horizonte. Após 18 meses houve uma recidiva mais agressiva (reaparecimento) do câncer, sendo necessário mais duas longas cirurgias. Iniciou-se um tratamento de radioterapia com 33 sessões em paralelo à quimioterapia durante seis meses. Em 2021 foram descobertos alguns nódulos em um pulmão que acabaram aumentando de tamanho e tomando os dois órgãos, o que torna impossível uma operação para retirada. Até o momento, o tratamento mais eficaz é o medicamento mesilato de lenvatinibe.