Polícia aponta que Matteos França Campos queria acesso ao patrimônio da mãe para quitar dívidas com jogos online
Matteos França Campos, de 32 anos, indiciado por matar a mãe, Soraya Tatiana Bonfim França, de 56, teria analisado os bens que a professora possuía, incluindo investimentos, o carro da família, além de um seguro de vida e uma previdência privada. A informação foi divulgada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta terça-feira (16), em entrevista à Itatiaia, quando o órgão anunciou a conclusão do inquérito. O suspeito pode responder por feminicídio, fraude processual e ocultação de cadáver.
“Estava tudo [o crime] vinculado a essa questão patrimonial. Acho que ele analisou o conjunto de tudo o que ela possuía: investimentos, carro, boletos, tudo que poderia garantir uma vida mais confortável para ele. Entre os valores, havia um seguro de vida de quase R$ 70 mil e uma previdência privada de pouco mais de R$ 40 mil, além de investimentos bancários”, explicou a delegada Ana Paula Rodrigues de Oliveira.
Matteos aproveitou uma área privativa da residência, no bairro Santa Amélia, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, onde morava com a mãe para cometer o crime. Segundo a delegada, ele estacionou o carro de marcha a ré dentro da garagem, dificultando a visão dos vizinhos
“Ele arrastou o corpo até o porta-malas. O corpo dela estava ali, como comprovado por exames de DNA em fios de cabelo e manchas de sangue. Também foi encontrado o DNA dele nas unhas da vítima, por meio de laudo subungueal. Depois de colocar o corpo no porta-malas, ele o cobriu com um lençol”, detalhou a delegada.
Mãe descobriu que o filho a estava roubando
A delegada revelou que a professora Soraya Tatiana passou cerca de 45 minutos em ligação com o banco antes de discutir com o filho. Ela procurou a instituição financeira para questionar transações que não reconhecia em seu cartão de crédito. Após desligar o telefone, os dois discutiram e Matteos a assassinou com um golpe de mata-leão, que quebrou o osso hioide da vítima. A investigação da Polícia Civil apontou que o autor do crime emitia boletos que direcionavam o dinheiro para ele mesmo e utilizava o cartão de crédito da mãe para realizar os pagamentos. Assim, as quantias eram depositadas em sua conta.
Dívidas
Segundo a delegada, Matteos estava endividado por ser viciado em apostas e por ter contraído empréstimos. Ele acreditava que a mãe deveria assumir suas dívidas e teria dito que ela tinha a obrigação de repassar as quantias ou arcar com seus custos. “Ele jogou tanto no dia anterior ao crime quanto depois. Continuou participando desses grupos, jogando e interagindo. Esse é um detalhe muito importante que mostra a frieza dele. Depois de matar a mãe, ele seguiu apostando, continuou se manifestando nos grupos mesmo após o que havia cometido”, afirmou a delegada.
Fonte: EM