Tatiana Santos
O Centro Universitário Funcesi (Unifuncesi) será palco do ‘II Simpósio de Cuidados Paliativos- Por mais vida’, no próximo dia 24 de outubro (sexta-feira). O encontro ocorrerá de 8h às 20h no auditório da instituição de ensino. O público-alvo são todos que querem receber informações sobre o tema, como estudantes, profissionais da área da saúde, comunidade, pacientes, acompanhantes. A abordagem será voltada ao cuidado paliativo no âmbito domiciliar, na urgência e na emergência.
O evento é realizado pela Liga Acadêmica de Cuidados Paliativos e pelo projeto de extensão Onco Mais Vida, coordenado por Andreia Gazeta. Ela é docente do Unifuncesi e enfermeira oncológica, com tese de doutorado voltada aos cuidados paliativos.
Na programação, estarão nomes relevantes da área: a médica especialista em radioterapia do Hospital São Francisco Xavier (FSFX), Maria do Carmo Viana, que falará sobre manejo da dor e a importância da radioterapia analgésica. Outra participação será Filipe Abritta, fisioterapeuta especialista em cuidados paliativos, que abordará sobre a elegibilidade neste tipo de cuidado. O simpósio contará ainda com a enfermeira Olívia Villefort, especialista em cuidados paliativos, que tratará sobre emergência e urgência relacionadas ao tema, focado no âmbito domiciliar.
“Esse simpósio me norteou. Já é algo que eu trago na minha ciência, que eu tenho como propósito de trazer essa bandeira. Estudando e vendo a política pública, reforçando essa rede de apoio, tornou-se mais do que pertinente, nesse ano, fazer o simpósio de cuidados paliativos”, declara Andreia. No ano passado foi realizada a primeira edição do evento, porém, de maneira mais tímida, com uma duração mais curta. Os interessados podem se inscrever pelo Sympla, no link nas páginas do Unifuncesi e da Liga Acadêmica de Cuidados Paliativos no Instagram. Os valores variam entre R$10 e R$ 50.
O que são cuidados paliativos?
Os cuidados paliativos, ao contrário do que muitos acreditam, não têm a ver apenas com fim de vida, diz a docente. Um paciente é elegível a essa abordagem quando os profissionais de saúde têm o intuito de promover qualidade de vida, tanto para ele, quanto para o familiar. O foco é reduzir todo o grau de sofrimento e promover bem-estar com tratamento humanizado. “É proporcionar uma qualidade, aliviando os sofrimentos, trazendo essa qualidade, tanto para o paciente, quanto para seu familiar”, explica Andreia.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define cuidados paliativos como uma abordagem que intensifica cuidados às pessoas que têm uma doença grave que ameaça a vida, ou seja, que não tem a cura, mas há como tratar e estagnar a doença. Dados de 2024 mostraram que 625 mil pessoas no Brasil dependiam desses cuidados, mas somente de 3% a 4% dos pacientes conseguiram alcançar uma rede de apoio, com profissionais capacitados na abordagem.