A mineradora Vale corre o risco de ser multada em R$ 7,1 milhões em decorrência de uma nuvem de poeira que teria se originado a partir das suas operações e atingido áreas residenciais de Itabira.
Segundo levantamento, os níveis de partículas no ar ultrapassaram o limite tolerável em até três vezes o valor permitido para materiais particulados suspensos. A nuvem de poeira gerou reclamações de moradores e chamou atenção dos órgãos ambientais locais.Procedimento e implicações legais
O órgão fiscalizador responsável está avaliando se houve infração ambiental, com base nas evidências de que as emissões tiveram origem nas operações da mineradora. Caso a multa seja aplicada, a Vale terá de responder oficialmente e poderá recorrer ou apresentar defesa técnica.
A nuvem de poeira causa preocupação entre os moradores por potencializar problemas respiratórios, agravar alergias e provocar incômodos como sujeira e redução da visibilidade. Esse tipo de episódio já é frequente em regiões próximas às unidades mineradoras.
Ainda não há manifestação oficial detalhada da empresa sobre o caso. Em episódios anteriores, a Vale já contestou atribuições a ela, acusando outras fontes como queimadas ou atividades externas como agentes que agravam a poluição do ar.