Tatiana Santos
A primavera chegou com tudo em Itabira, e para marcar a estação, a Sociedade Orquidófila Itabirana (SOI) realiza a 55ª Exposição de Orquídeas no município. O evento acontecerá nos dias 24 e 25/10 (sexta-feira e sábado), de 8h às 19h, e no dia 26 (domingo), de 8h às 17h, na quadra da Fundação Itabirana Difusora do Ensino (Fide), localizada na Avenida Carlos Drummond de Andrade, 549, Centro.
A entrada é gratuita e todos podem participar. A expectativa de público é grande, de acordo com Oranei Ramos de Figueiredo, integrante da SOI. No edição mais recente, que ocorreu ano passado, passaram pela feira 2 mil visitantes registrados.
Haverá vendas de orquídeas da espécie Cattleya, suculentes, cactos, vasos de cerâmicas e cachepôs de madeira para acondicionar as plantas, e muita interação entre os participantes e a SOI. “O objetivo é que a gente atraia o maior número de público na cidade. É uma cultura muito forte na cidade a exposição de orquídeas”, descreve Oranei.
Conforme a presidente da SOI, Maria do Perpétuo Socorro Figueiredo, a associação realiza até duas exposições por ano na cidade. Ela aproveita para convidar a todos que desejam conhecer e adquirir as plantas: “Convido todo mundo a comparecer. São orquídeas lindas, maravilhosas que vêm de Petrópolis. Terá os vasos de cerâmica, vamos vender cactos, suculentas, faremos umas brincadeiras também. Convidamos toda Itabira e região para comparecer à nossa 55ª edição”.
Orquídea itabirana importante
Integrante da associação, Maria das Graças, conhecida como Baginha, conta que a SOI foi fundada em abril de 1981, portanto, completou 44 anos de atuação. Os sócios se reúnem uma vez por mês na Casa da Cidadania para trocar experiências, conhecimentos, fazer divulgações, organizar o cronograma etc. Segundo ela, há uma necessidade de novos sócios.
Itabira, inclusive, tem uma orquídea muito famosa, a Cattleya warneri semi-alba itabirana. A espécie foi descoberta em 1947, quando um tropeiro mostrou ao atendente de armazém Antônio Hilário no bairro Pará, uma planta no xaxim. Ele comprou a orquídea e a plantou em um vaso. Oito anos depois, um dos vasos com a planta foi levado para Belo horizonte e a espécie ficou conhecida nacional e mundialmente. Baginha resume: “Um vaso dessa orquídea tem alto custo, sendo que poucas pessoas têm a original”.
A maioria dos produtores recomendam que a Cattleya warneri seja cultivada com menos luz solar do que a maioria das outras espécies de Cattleya de flor grande.