Tatiana Santos
Itabira realizou o 3º Seminário Agrowin no último dia 22 de outubro. O encontro foi promovido pela Associação Comercial, Industrial de Serviços e Agropecuária de Itabira (Acita), pela Associação dos Produtores de Banana de Itabira (Abanita), Emater-MG, Prefeitura de Itabira e Sindicato Rural de Itabira. O objetivo foi levantar as informações sobre as atividades produtivas no meio rural de Itabira e discutir perspectivas futuras para o fortalecimento do agronegócio local. Além disso, apontar novas propostas para o próximo seminário, bem como sobre as necessidades dos produtores. A informação é do presidente Sindicato Rural de Itabira, Evando Avelar.
Na programação, houve a participação de representantes de órgãos importantes, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg). O evento ocorreu no auditório da Acita. “Esse encontro vem de acordo com a demanda que é levantada. O diagnóstico é feito ano a ano pelos produtores, sobre o que pode ser melhorado, a questão de infraestrutura, mão de obra, a questão de estradas, as agroindústrias, o fomento”, detalhou Avelar.
De acordo com ele, foi uma oportunidade de os produtores interagirem, levarem seus anseios, problemas e seus sucessos, de maneira a enriquecer todo o setor. As atividades produtivas envolvem a banana, hortaliças, as agroindústrias de origem animal, vegetal, da pecuária de corte e de leite, criação de cavalos também, eucalipto e café.
Segurança alimentar
Conforme lembrou o fiscal da Vigilância Sanitária, Ronaldo Teteco, no município, são 123 agroindústrias de origem vegetal, tanto na área urbana como na rural. Segundo ele, até mesmo para a venda da merenda escolar, toda a agroindústria necessita de uma habilitação sanitária. “Não é só ser produtor e ir produzindo arroz, ele precisa passar por inspeção, fiscalização e ter a sua agroindústria habilitada para poder fornecer, tanto para a merenda escolar, também para o comércio local e até para fora”, destacou.
A Vigilância Sanitária, dentro da prefeitura municipal, desenvolve um trabalho em parceria com os órgãos de produção rural, com a finalidade de disponibilizar produtos com qualidade e segurança alimentar na mesa do consumidor e dos estudantes. Antes, a compra direta da agricultura familiar era de 30%, mas este ano de 2025, passou a 45%, é o que informou o fiscal.
Colhendo frutos do seminário
Além de fomentar a economia local, as edições anteriores do seminário, literalmente deram frutos, já que em uma delas, foi dado o start para a criação da Associação dos Produtores de Banana de Itabira (Abanita). O setor de produção de bananas em Itabira, em especial na comunidade do Macuco é muito forte. Em uma dessas edições, os bananicultores expuseram as dificuldades que tinham, e a partir daí, o Sindicato Rural passou a fornecer treinamento, capacitação para melhoria na qualidade da banana, que já era boa.
“Aos poucos eles foram crescendo e estão bem unidos agora. Melhoraram a quantidade do produto e aumentaram a produtividade. Inclusive, o comércio de fora está interessado no produto daqui de Itabira, pela qualidade, sabor”, descreveu o presidente. Em junho de 2025, foi aprovado como presidente da Abanita, Alamir Zeferino, coordenador do grupo de produtores desde 2020, e vice, Antônio Nazareno, tradicional produtor de banana da região do Cubango.
Também havia dificuldade de aquisição de insumos, mas a partir do Agrowin, criou-se uma central de compras conjuntas para redução de preços, onde todos os produtores rurais são favorecidos. “O seminário destacou a importância da união entre produtores, entidades e poder público para promover inovação, sustentabilidade e valorização do campo itabirano”, posicionou a Acita.