O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Itabira afirmou que toda a captação de água no Rio Tanque destinará-se exclusivamente ao abastecimento da população. Segundo Valdeci Luiz Fernandes Júnior, presidente da autarquia, o plano de dividir esse recurso com a mineradora Vale foi abandonado — a água ficará 100% para uso público.
Desde março, estão em curso as obras para montar um sistema robusto: adutora de cerca de 25 km, três estações elevatórias para bombeamento, tanques de reservação e uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA) no bairro Alto dos Pinheiros. A estrutura foi pensada para captar até 600 litros por segundo, superando folgadamente os atuais 400 l/s consumidos pela cidade.
O Rio Tanque foi escolhido por sua vazão mais estável, especialmente em seca, o que reforça a perspectiva de segurança hídrica para Itabira. A alternativa, segundo os gestores, é um pilar contra futuros racionamentos.
O custo estimado do projeto é de aproximadamente R$ 1,17 bilhão, financiados pela Vale, como parte de um acordo com o Ministério Público de Minas Gerais e a Prefeitura de Itabira. Depois da obra, a operação e manutenção serão de responsabilidade do SAAE, reforçando a autonomia local no uso desse recurso vital.