Na tarde de ontem segunda-feira (24), por volta das 17h55, equipes da Polícia Militar foram acionadas após a supervisão de segurança de uma empresa situada na zona rural de São Gonçalo do Rio Abaixo informar que cerca de cinquenta indivíduos teriam invadido a área operacional do local. Segundo o boletim de ocorrência e relatos dos funcionários, o grupo avançou de maneira hostil em direção às instalações internas, proferindo ameaças e portando barras de ferro e outros objetos.
Diante da iminência de invasão total, vigilantes relataram que efetuaram disparos de arma de fogo em direção a barrancos, como forma de advertência, o que fez com que os invasores fugissem para uma área de mata. As equipes da Polícia Militar realizaram buscas, porém nenhum suspeito foi localizado até o momento.
A empresa constatou dano em uma placa de sinalização. Não houve registro de feridos. A ocorrência foi registrada e encaminhada à Polícia Civil, que ficará responsável por investigar as circunstâncias e identificar os envolvidos.
Caso semelhante ocorreu em janeiro
O episódio reacende a preocupação com invasões a áreas privadas na região. Em janeiro, um garimpeiro identificado pelo apelido de “Godelo”, de 39 anos, natural de Nova Era, foi encontrado morto dentro da Mina de Brucutu, da Vale, também em São Gonçalo do Rio Abaixo.
Segundo as investigações da época, ele e outros dois garimpeiros, de 19 e 51 anos, teriam entrado ilegalmente no local para buscar ouro. Por volta das 21h, os comparsas encontraram o corpo de Godelo caído em uma canaleta de rejeitos.
Os vigilantes da mineradora relataram à PM que o trio havia sido surpreendido e rendido, mas que houve discussão e, em dado momento, um dos seguranças teria atirado “em direção ao chão”, como forma de advertência. Já os outros garimpeiros disseram que fugiram na hora da abordagem e, ao retornarem cerca de uma hora depois, encontraram o companheiro sem vida.
Exames periciais indicaram sinais compatíveis com morte por asfixia e lesões provocadas por disparo de arma de fogo. Os dois garimpeiros sobreviventes foram detidos, assinaram Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por invasão de propriedade privada e foram liberados após depoimento. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte.
Fonte: A Noticia Regional