Por Tatiana Santos
A marca Box da Nêga, reconhecido por promover valorização da identidade negra, fortalecimento feminino e incentivo ao empreendedorismo, realiza no próximo domingo (14), o primeiro encontro que marca mais um capítulo da trajetória construída ao longo dos últimos anos. A reunião de mulheres será realizada na Fazenda Pontal, localizada na Rua Maria Julieta S/N, Campestre, em Itabira. O objetivo é se firmar como uma oportunidade de reencontro entre parceiras, clientes, apoiadoras e outras mulheres que contribuíram para o fortalecimento da marca e de seu propósito.
A programação do evento contará com rodas de conversa, momentos de partilha e registros fotográficos que buscam reafirmar a importância da conexão entre as participantes. “Mais do que uma agenda de atividades, o encontro promete um ambiente de acolhimento e inspiração, reforçando a potência do coletivo e o protagonismo de cada mulher envolvida”, explica Glauce Leite, idealizadora do coletivo.
A proposta é criar um espaço onde experiências possam ser compartilhadas, laços fortalecidos e novas colaborações impulsionadas. Para o grupo, “se reconhecer como parte de uma trajetória coletiva é essencial para ampliar o impacto do Box da Nêga e a representatividade do movimento em novas cidades e comunidades”. Para Glauce e demais organizadoras, cada presença será uma peça fundamental na construção desse novo ciclo. O evento representa não apenas uma celebração, mas um lembrete do impacto que o coletivo tem na formação de redes mais fortes, conscientes e transformadoras. A iniciativa tem parceria da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA).
Trajetória de barreiras rompidas
O coletivo realiza um trabalho que envolve vendas de acessórios, como brincos e turbantes, conscientização através de conteúdo, de reuniões realizadas com parceiras, encontros, palestras, tudo com o objetivo de abordar a importância da autoestima, romper barreiras e trazer valorização à mulher negra. Criado para reunir mulheres negras e todas aquelas que acreditam no poder transformador da expressão individual, o Box da Nêga consolidou uma rede diversa e afetiva.
Para atingir o patamar atual, foi necessário vencer inúmeros preconceitos e estigmas vivenciados por uma mulher preta. Dentre os desafios de ser uma mulher afro empreendedora, Glauce destaca que o principal foi se auto aceitar. E depois dessa auto aceitação, ela desabrochou. Mas toda mudança passou por entender sua identidade, tendo como consequência, encontrar seu propósito de vida. Segundo Glauce, quando a mulher passa a ser aceitar como mulher negra, toda sua realidade se modifica.