Por Marcello Ambrósio
O desfecho de um crime que abalou o Centro-Oeste de Minas e a Grande BH trouxe detalhes revoltantes nesta quinta-feira (12). Ítalo Jeferson da Silva, de 43 anos, foi preso e confessou o assassinato da estudante de psicologia Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos.
Abaixo, organizamos os pontos principais para entender como a polícia chegou ao suspeito e o que ele disse em depoimento.
A Prisão no Trem de Carga
Ítalo não foi encontrado em uma casa ou esconderijo comum. Ele estava em fuga, escondido entre os vagões de um trem de carga.
- Onde: A interceptação aconteceu em Carmo do Cajuru.
- Como: Após uma denúncia anônima, a PM montou uma operação e parou a locomotiva.
- A tentativa de fuga: Ao ver os policiais, o suspeito saltou do trem ainda em movimento, mas foi cercado e detido. Com ele, havia uma faca e itens de higiene.
O Perfil do Suspeito e a Confissão
O que mais chamou a atenção das autoridades foi a frieza de Ítalo. Segundo a Polícia Militar:
- Sem Arrependimento: Ele confessou o crime detalhadamente e não demonstrou qualquer remorso.
- Vítima Aleatória: Afirmou que não planejou o ataque e que escolheu Vanessa ao acaso enquanto ela voltava do trabalho.
- Histórico Criminal: O Tribunal de Justiça confirmou que ele já é condenado por crimes graves, incluindo estupro, roubo e tráfico de drogas.
Relembre a Cronologia do Caso
- Segunda-feira (09/02): Vanessa desaparece após sair do trabalho no Sine de Juatuba. Ela faria o trajeto de volta para Pará de Minas, onde morava.
- Terça-feira (10/02): O corpo é encontrado em uma área de mata por um fotógrafo da região que usou um drone para ajudar a família nas buscas. A perícia confirmou sinais de estrangulamento e violência sexual.
- Quarta-feira (11/02): Familiares relatam que Ítalo apareceu em casa sujo de barro e sangue, confessou o crime para a mãe e fugiu para Belo Horizonte antes de ser localizado no trem.
- Quinta-feira (12/02): Prisão e transferência do suspeito para a delegacia.
O Próximo Passo: Agora, a Polícia Civil finaliza o inquérito com as provas colhidas (como as roupas com sangue e o depoimento) para entregar o caso ao Ministério Público, que fará a denúncia formal à Justiça.
