Aglomeração, milhares de pessoas se deslocando de um lado para o outro e vários vírus no ar (como Srag e até Covid). O que fazer para passar o Carnaval e se proteger de uma infecção respiratória?
A primeira recomendação pode não agradar os foliões, mas pode salvar vidas:
- Quem estiver com sintomas gripais é que não vá aos festejos de Carnaval.
- Para não passar o vírus adiante, fuja de ambientes fechados e com aglomeração.
- Não compartilhe utensílios e nem beba no mesmo recipiente para evitar contato de outra pessoa com a secreção.
- Quem passa o Carnaval em família e em condições sociais mais habituais, além de seguir essas orientações, use máscara no caso de sintoma respiratório.
- Outra medida fundamental é lavar as mãos corretamente com água e sabão, que ajuda a prevenir a transmissão de doenças infecciosas.
- O Ministério da Saúde recomenda o uso de máscaras PFF2 ou N95 por profissionais em ambientes assistenciais e de saúde, pessoas com quadro sintomáticos respiratórios e as que frequentam locais de aglomeração e/ou fechados.
Turistas, Srag e Covid
“Estamos numa época de grande fluxo de turistas, inclusive do Hemisfério Norte – onde agora é inverno. Eles poderão trazer vírus respiratórios diferentes daqueles que circulam aqui”, afirma Evaldo Stanislau de Araújo, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Essa não é a única preocupação. Neste ano, até 7 de fevereiro, o país registrou 6.168 casos de hospitalizações por Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e 242 mortes. De acordo com o informe Vigilância das Síngromes Gripais do Ministério da Saúde, no período, apenas três estados do Norte do Brasil estavam em alerta para o crescimento de Srag – Acre, Amazonas e Roraima.
O boletim também indica o início do ciclo de aumento da Covid no país, com alta nos registros no Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Em 2026, até 8 de fevereiro, foram notificados 18.158 casos de síndrome gripal por Covid.
Vacina
Segundo Evaldo Stanislau de Araújo, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, é importante manter a vacinação contra a gripe – disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) para todos os brasileiros acima de seis meses – e a Covid em dia. A vacina evita o agravamento do quadro, as internações e mortes.
Gestantes a partir da 28ª semana de gravidez também podem receber o imunizante contra o VSR (vírus sincicial respiratório), responsável por 80% dos casos de bronquiolite e 60% de pneumonias em crianças menores de dois anos. A proteção é estendida aos bebês.
“Vacine-se mesmo que a vacina da gripe disponível ainda esteja desatualizada. Vale a pena fazer um reforço para que você esteja um pouco mais protegido de eventuais novas cepas virais que possam circular”, diz o infectologista.
Fonte: O Tempo