Por Marcello Ambrósio
Suspeito do crime foi morto em confronto com a Polícia Militar neste domingo; o homem já era procurado por esfaquear a ex-companheira grávida e agredir familiares.
SÃO MANOEL DO PARANÁ – O desfecho de uma busca que mobilizou as forças de segurança do noroeste do Paraná terminou em tragédia na noite deste domingo (15). Miratzi Kairelis Perez Mejias, uma menina de 8 anos de origem venezuelana, foi encontrada morta na área rural de São Manoel do Paraná. O corpo estava localizado próximo à região onde o veículo utilizado no crime havia sido abandonado na última sexta-feira.
O Confronto e a Morte do Suspeito
O principal suspeito, Daniel Luiz Ferrari, de 25 anos, foi morto pela Polícia Militar durante as diligências. De acordo com o relatório da corporação, Ferrari surpreendeu as equipes de buscas — que contavam com o apoio de cães farejadores e bombeiros — e atacou um policial com uma faca. O golpe atingiu o colete balístico do militar, que não ficou ferido. Diante da agressão, os policiais reagiram, e o suspeito foi a óbito no local.
Cronologia da Violência
A sequência de crimes teve início na manhã de quinta-feira (12). Conforme as investigações, Daniel esfaqueou a ex-companheira, de 39 anos, que está grávida, e agrediu a ex-sogra e o filho da vítima, de apenas 2 anos. Após o ataque, ele fugiu em um veículo azul, levando consigo a menina de 8 anos.
A criança não era filha do agressor nem da mulher esfaqueada; ela havia sido deixada sob os cuidados de Daniel pela própria mãe, com quem ele mantinha um relacionamento recente, enquanto ela ia ao mercado. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o sequestro foi premeditado, uma vez que o suspeito teria solicitado a presença da criança em sua casa pouco antes de iniciar as agressões contra a ex-companheira.
Investigação e Estado das Vítimas
A mulher esfaqueada foi socorrida e encaminhada ao Hospital São Paulo, em Cianorte. Após passar por procedimentos cirúrgicos, as informações médicas indicam que tanto ela quanto o bebê não correm risco de morte.
O caso agora segue sob investigação da Polícia Civil para apurar as circunstâncias exatas da morte da criança. Embora o agressor tenha falecido, um inquérito policial foi instaurado para documentar toda a ação e eventuais participações. O conteúdo detalhado da investigação permanece sob sigilo.
