Por Marcello Ambrósio
O governo dos Estados Unidos deu um passo surpreendente em direção à transparência sobre fenômenos aéreos não identificados. O presidente Donald Trump anunciou, nesta quinta-feira (19), que instruiu o Secretário da Guerra e diversas agências de inteligência a desclassificarem documentos governamentais relacionados a objetos voadores não identificados (OVNIs), fenômenos aéreos não identificados (UAPs) e vida extraterrestre. A decisão ocorre em meio a uma troca de farpas pública com o ex-presidente Barack Obama, que recentemente comentou sobre a veracidade desses fenômenos.
O embate começou após uma entrevista de Obama ao podcast de Brian Tyler Cohen, na qual o democrata afirmou que os alienígenas “são reais”, embora tenha ressaltado que nunca os viu pessoalmente e que não há naves ou corpos escondidos na famosa “Área 51”. Obama explicou sua visão baseando-se em probabilidades estatísticas, argumentando que a vastidão do universo torna provável a existência de vida fora da Terra, mas manteve o ceticismo sobre visitas de seres de outros planetas ao nosso mundo, devido às distâncias astronômicas envolvidas.
Donald Trump, no entanto, reagiu duramente às declarações do antecessor. Durante uma viagem oficial no Air Force One, o republicano acusou Obama de cometer um “grande erro” ao supostamente divulgar informações sigilosas sem autorização. Trump sugeriu que as afirmações de Obama teriam vindo de relatórios confidenciais aos quais ele teve acesso durante sua presidência, embora Obama tenha reiterado em suas redes sociais que não viu evidências de contato extraterrestre durante seu mandato.
Apesar da ordem de divulgação dos arquivos, o cenário oficial das Forças Armadas permanece conservador. Relatórios recentes do Pentágono, publicados entre 2022 e 2024, afirmam que não foram encontradas evidências de tecnologia alienígena e que a vasta maioria dos avistamentos de OVNIs pode ser explicada como fenômenos naturais ou objetos terrestres identificados erroneamente. A nova determinação de Trump promete trazer a público dados que podem, finalmente, encerrar décadas de especulação ou alimentar ainda mais as teorias da conspiração em torno do tema.
