Por Marcello Ambrósio
A noite deste sábado, 21 de fevereiro de 2026, foi marcada por um cenário de horror nas águas do Rio Grande, na divisa entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG). Uma lancha que transportava 15 pessoas colidiu violentamente contra um píer, resultando na morte de seis ocupantes, incluindo uma criança de apenas 3 anos. O grupo retornava de um bar flutuante em direção a um rancho na região quando o acidente ocorreu.
De acordo com relatos de testemunhas e informações confirmadas pelo Corpo de Bombeiros, a estrutura do píer contra a qual a embarcação bateu estava completamente apagada, o que teria dificultado a visibilidade do piloto durante a navegação noturna. O impacto foi tão severo que seis vítimas morreram ainda no local. Apesar do desespero, nove pessoas conseguiram sobreviver à colisão, algumas delas salvas com a ajuda imediata de mergulhadores e moradores de ranchos vizinhos que ouviram o barulho do impacto.
As investigações preliminares trouxeram à tona dados preocupantes sobre a segurança da embarcação. O tenente Vicente de Paula Teixeira Junior informou que o piloto da lancha não possuía o “arrais”, a carteira de habilitação exigida pela Marinha para a condução de embarcações. Além disso, embora três das vítimas fatais estivessem utilizando coletes salva-vidas, a perícia ainda trabalha para determinar se as mortes foram causadas por afogamento ou pelo trauma direto da batida.
Equipes dos Bombeiros de Sacramento e Uberaba foram mobilizadas para o resgate e para a organização do local, enquanto a Guarda Civil Municipal de Rifaina prestou apoio no transporte dos feridos leves para unidades de saúde. O caso agora segue sob investigação das autoridades policiais e da Marinha do Brasil, que devem apurar a responsabilidade do condutor e a irregularidade da iluminação da estrutura fixa no rio, em uma tentativa de dar respostas às famílias devastadas por essa perda irreparável.
