Por Marcello Ambrósio
A madrugada deste sábado, 21 de fevereiro de 2026, foi marcada por uma tragédia que silenciou uma das vozes mais atuantes da política na Serra Gaúcha. Roseli Vanda Pires Albuquerque, de 47 anos, ex-vereadora de Nova Prata e atual diretora-administrativa da Secretaria de Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul, foi vítima de feminicídio em seu próprio apartamento. O suspeito do crime é seu ex-marido, Ari Albuquerque, que foi encontrado morto no local pela polícia.
Roseli estava em processo de separação e, momentos antes de ser morta, chegou a enviar uma mensagem para sua mãe. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Ari entrou no prédio; ele não morava mais no imóvel, mas ainda possuía as chaves. Segundo a Polícia Civil, embora houvesse um registro de ocorrência contra ele em 2017, não existiam medidas protetivas vigentes no momento. Roseli deixa um filho de 26 anos e um legado de luta pela inclusão e pelos direitos das mulheres, tendo sido candidata a vice-prefeita em 2024 e suplente de deputada estadual em 2022.
A morte da servidora gerou uma onda de pesar e indignação. O governador Eduardo Leite e a deputada Nadine Anflor manifestaram solidariedade, destacando a força e a garra de Roseli, que “enfrentou todas as adversidades que as mulheres enfrentam na política”. A prefeitura de Nova Prata decretou luto oficial de três dias em homenagem à sua contribuição para a comunidade. O caso reforça o alerta de especialistas: o feminicídio pode atingir qualquer mulher, independentemente de sua instrução ou posição social, especialmente em períodos críticos como o de separação.
