Por Marcello Ambrósio
Esta notícia detalha o clima de extrema tensão durante o discurso do “Estado da União” na madrugada desta quarta-feira (25), marcado por embates diretos entre o presidente Donald Trump e a oposição democrata. O evento, que foi o mais longo da história nessa tradição, com 1 hora e 48 minutos, expôs a profunda polarização política nos Estados Unidos.
A deputada democrata Ilhan Omar reagiu de forma incisiva quando Trump atacou imigrantes em situação irregular, alegando que eles importam criminalidade para o país. Omar gritou que o presidente era um “mentiroso” e afirmou que ele “matou americanos”, referindo-se a uma operação do Serviço de Imigração (ICE) em Minnesota, ocorrida em janeiro, que resultou na morte de dois cidadãos americanos. Trump rebateu as críticas afirmando que o objetivo do governo deve ser proteger os cidadãos nativos, e não os que entram ilegalmente no país.
Durante a fala, o presidente também mirou a comunidade somali em Minnesota — base eleitoral de Omar —, acusando-a de envolvimento em fraudes. A deputada, que é de origem somali e imigrante, tem sido alvo frequente de ataques de Trump, que já chegou a chamá-la publicamente de “lixo”. Recentemente, Omar também foi vítima de um ataque físico ao ter um líquido jogado contra ela durante uma reunião pública em Minneapolis, reforçando o clima de hostilidade que cerca sua atuação política.
Além da pauta migratória, Trump utilizou o palanque para fazer ameaças ao Irã, declarando que não permitirá que o país obtenha armas nucleares, e defendeu a estratégia de “paz por meio da força”. O discurso também foi interrompido por outros protestos, como o do deputado Al Green, que foi retirado do plenário após exibir uma placa contra postagens racistas feitas pelo presidente nas redes sociais.
