Por Marcello Ambrósio
Uma idosa de 71 anos reconheceu formalmente, nesta terça-feira (24), o motorista de um ônibus da linha 383 (Realengo x Praça da República) como o autor do estupro que sofreu na noite de domingo. O reconhecimento foi possível após a vítima ter acesso às imagens das câmeras de segurança do coletivo na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) do Centro. A Polícia Civil já identificou o suspeito e trabalha para prendê-lo; ele já possui histórico criminal por importunação sexual.
O relato da vítima expõe o comportamento predatório do agressor. Ao embarcar no coletivo na Avenida Presidente Vargas, a idosa chegou a agradecer ao motorista por ter parado no ponto, algo que, segundo ela, muitos condutores não fazem naquela região. Durante o trajeto, quando o veículo ficou vazio (com exceção dos dois), o motorista teria iniciado uma conversa insistente. Ao chegar próximo ao Instituto Nacional do Câncer (Inca), o homem apagou as luzes do ônibus, pulou a roleta e atacou a passageira na escuridão.
Emocionada, a idosa descreveu o trauma e o sentimento de humilhação, afirmando sentir-se “suja” e chamando o agressor de “monstro”. Após o crime, o motorista abriu a porta e a vítima saiu desesperada em busca de ajuda. A empresa responsável pela linha, Sou Transportes, afirmou em nota que repudia qualquer tipo de violência e que está colaborando com as autoridades para apurar os fatos.
O caso reforça o debate sobre a segurança de mulheres e idosos no transporte coletivo, especialmente durante a noite. A polícia confirmou que o modus operandi do suspeito — apagar as luzes para cometer o abuso — coincide exatamente com as evidências colhidas nas imagens e no depoimento da vítima.
