Por Tatiana Santos
A Polícia Militar de Meio Ambiente realizou o resgate de um tamanduá-mirim em Itabira, e após os procedimentos necessários, promoveu a devolução do animal à natureza, em uma área de mata apropriada. Assim que foi colocado em liberdade, o mamífero subiu rapidamente em uma árvore e seguiu pela vegetação, não sendo mais avistado pela equipe, nessa quarta-feira (25/02).

De acordo com o tenente Bernardo, antes da soltura o animal passou por avaliação especializada. “O animal passou por atendimento médico veterinário, onde atestou que ele está em plenas condições de ser reintroduzido à natureza”, esclareceu.
Outro caso semelhante foi registrado no dia 5 de dezembro do ano passado, quando militares do 6° Corpo de Bombeiros capturaram um tamanduá-mirim no bairro Bálsamos. O animal havia sido encontrado por uma moradora no quintal de sua casa. Após ser examinado e constatado que não apresentava ferimentos, ele também foi reintegrado ao seu habitat natural.

Solitário e com hábitos noturnos
Conhecido popularmente como tamanduá-de-colete e também chamado de jaleco, mambira ou melete, o tamanduá-mirim é um mamífero presente em países que vão da Venezuela ao Brasil. A espécie é uma das quatro existentes de tamanduás e tem hábitos predominantemente arborícolas, podendo alcançar até 1,05 metro de comprimento. A pelagem característica, que lembra um colete escuro sobre o corpo, é uma de suas principais marcas, embora haja variações com indivíduos totalmente pretos ou marrons.
O animal possui garras fortes, língua que pode chegar a 40 centímetros e não tem dentes. De comportamento solitário e atividade noturna, alimenta-se principalmente de formigas e cupins. Quando ameaçado, pode adotar postura bípede e utilizar as garras para se defender de predadores, como as onças.