BRASÍLIA – A direita promove neste domingo (1/3) uma série de manifestações na Avenida Paulista, em São Paulo, e em capitais brasileiras, com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) no contexto do chamado caso Master. O ato reúne parlamentares, governadores e lideranças conservadoras, em um momento de reorganização do campo bolsonarista para as eleições de 2026.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participou do ato na capital paulista. Durante o evento, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez participação remota. Em transmissão realizada dos Estados Unidos, de dentro de um carro, afirmou que os manifestantes representavam muitas pessoas que gostariam de estar na Paulista, mas estavam presas, como seu pai, Jair Bolsonaro (PL), ou exiladas na Argentina e nos Estados Unidos.
Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, onde afirma atuar contra decisões da Justiça brasileira. No fim do ano, perdeu o mandato de deputado federal por excesso de faltas injustificadas.
Durante a fala exibida no ato, o parlamentar adotou tom mobilizador. “Nós preferimos as lágrimas da derrota do que a vergonha de não ter lutado. Estamos entregando um futuro melhor para nossos filhos”, disse. Segundo ele, a mobilização não é sobre a disputa eleitoral. “A eleição é só o caminho mais rápido para a gente levar a justiça, que vai ser traduzida em anistia com a eleição de Flávio como presidente, com uma bancada de senadores e deputados fortes e valentes”, afirmou.
Eduardo também agradeceu aos apoiadores e às lideranças presentes. “Muito obrigado ao povo, aos governadores que estão juntos, aos deputados. Vamos focar naquilo que é mais importante, que é a liberdade do nosso povo”, declarou.
Participaram ainda do evento os deputados Guilherme Derrite (PL-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Carlos Jordy (PL-RJ) e Gilson Machado (PL-PE). Os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) também marcaram presença.
Os organizadores da manifestação defendem anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e criticam decisões do STF nas investigações relacionadas ao caso Master. A mobilização ocorre em meio às articulações da direita para consolidar um projeto eleitoral competitivo em 2026, tanto para a Presidência quanto para o Congresso Nacional.
Fonte: O Tempo