Por Marcello Ambrósio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais nesta terça-feira para comentar a atual capacidade bélica do país em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio. O republicano admitiu que as forças norte-americanas enfrentam uma redução nos estoques de armamentos de alta tecnologia e “de ponta”, atribuindo essa escassez às doações de equipamentos militares feitas pela gestão anterior de Joe Biden à Ucrânia. Em tom crítico, Trump comparou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a P.T. Barnum, fundador de um famoso circo histórico conhecido por táticas de entretenimento e manipulação, sugerindo que bilhões de dólares foram entregues sem a devida reposição dos arsenais domésticos.
Apesar da admissão sobre o déficit em tecnologia de última geração, o presidente afirmou que os Estados Unidos possuem suprimentos praticamente ilimitados de armamentos de médio e médio-alto alcance. Segundo ele, esses estoques garantem a capacidade de manter conflitos por tempo indeterminado e com superioridade militar em relação a outros países. Trump reforçou que seu objetivo atual é eliminar as ameaças representadas pelo regime iraniano, focando na destruição de mísseis, no desmantelamento da Marinha de Teerã e na interrupção definitiva das ambições nucleares do país, além de cortar o financiamento estatal a grupos classificados como terroristas.
Em pronunciamento na Casa Branca durante uma cerimônia de homenagem a veteranos, o presidente indicou que não pretende retomar as vias diplomáticas com o governo iraniano, afirmando que as negociações anteriores foram marcadas por recuos de Teerã. O evento ocorreu sob o impacto da confirmação da morte de quatro militares norte-americanos e do ferimento grave de outros 18 soldados em ataques retaliatórios. Trump defendeu as ações militares recentes como a melhor oportunidade para neutralizar o que chamou de “ameaça intolerável”, alegando que a inteligência norte-americana detectou uma expansão drástica no programa de mísseis iraniano.
A ofensiva militar, que segundo o presidente pode durar pouco mais de um mês, já teria resultado na destruição de capacidades produtivas de mísseis e no afundamento de embarcações iranianas. Trump reiterou sua satisfação por ter rompido o acordo nuclear estabelecido na gestão de Barack Obama, sustentando que a pressão militar direta é o único caminho para garantir que o Irã nunca obtenha armas de destruição em massa. Enquanto os ataques persistem, o comando militar norte-americano nega o fechamento do Estreito de Ormuz, apesar das ameaças da Guarda Revolucionária do Irã de bloquear a rota marítima em represália à morte de lideranças locais.
