Por Tatiana Santos
O mês de março ganha um tom especial na saúde pública: o Março Lilás. A campanha busca conscientizar a população sobre a prevenção e o combate ao câncer de colo de útero, a quarta causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil. Para detalhar os cuidados necessários, a Dra. Juliana Pereira, ginecologista e obstetra em Itabira, reforça que a saúde da mulher deve ser monitorada desde a juventude até a maturidade.
Conforme a especialista, embora o foco do mês seja o colo do útero, a prevenção deve ser vista de forma global e individualizada. O exame preventivo, popularmente conhecido como Papanicolau, continua sendo o padrão ouro para o diagnóstico precoce do câncer de colo de útero. Ele permite identificar lesões anteriores que se tratadas a tempo, impedem a evolução para um tumor maligno. “A importância do Papanicolau já está bem estabelecida, mas o cuidado com a mulher começa muito antes e vai muito além dele”, afirma.
A profissional explica que desde a adolescência, o acompanhamento é vital para avaliar o desenvolvimento e o estado nutricional da paciente. O exame físico anual se mostra essencial para monitorar o desenvolvimento corporal, assim como os exames de sangue, como o hemograma, glicemia e colesterol, fundamentais para avaliar a saúde metabólica e nutricional da jovem. A ultrassonografia é recomendada em casos de queixas específicas, como dores intensas ou ciclos menstruais irregulares. Pode haver a indicação da ultrassonografia pélvica para avaliar útero e ovários.
Fase adulta
Conforme a mulher avança para a fase adulta e entra na menopausa, o leque de exames se expande ainda mais para monitorar outros riscos. Dra. Juliana destaca que o ginecologista atua muitas vezes como o “médico de confiança”, que direciona a paciente para outras especialidades. Um ponto crucial defendido pela médica é que não existe uma ‘receita de bolo’ para a saúde feminina. Nem todos os exames precisam ser feitos anualmente por todas as mulheres. “A mulher deve ter os exames individualizados em cada caso. Algumas vezes, após a avaliação, precisamos encaminhar a paciente para outros especialistas para complementar o check-up”, pontua. Essa abordagem garante que a paciente não seja submetida a procedimentos desnecessários, ao mesmo tempo em que garante que nenhum risco passe despercebido.