Por Tatiana Santos
No próximo sábado (07/03), será inaugurada a quadra batizada de Guilherme Gabriel, adolescente de 12 anos que morreu em 16 de março de 2025, após ser atacado por dois cachorros da raça rottweiler em Itabira, causando comoção em todo município. A solenidade inaugural que homenageará o jovem, será aberta a toda a comunidade, e ocorrerá às 14h, no bairro Santa Marta, onde residia o garoto.
O novo espaço é fruto de pedido da comunidade, por meio de Orçamento Participativo (OP), e foi planejado para atender crianças, jovens e famílias, sendo um importante espaço de lazer e convivência. O marco representa o primeiro equipamento esportivo da localidade, atendendo às demandas da população local.
“O Orçamento Participativo é isso: a comunidade decide, a prefeitura executa e a população colhe os frutos”, afirma Roberto Coura, servidor da Secretaria de Esportes e Lazer. Segundo ele, a estrutura é completa, contando com cobertura, iluminação moderna e playground, oferecendo um nível de infraestrutura nunca visto na região.
Mudança na legislação
O servidor ressalta que o trágico episódio foi o catalisador para uma mudança efetiva na legislação local. “O caso Guilherme Gabriel foi o que motivou o município a tomar uma atitude em forma de lei para combater a procriação e a venda de cães ferozes”, explica. Foi aprovada e sancionada pelo prefeito, Marco Antônio Lage, a lei que proíbe a procriação e comercialização de cães das raças Pitbull e Rottweiler em Itabira. A medida visa garantir a tranquilidade dos cidadãos em espaços públicos e residenciais, transformando o luto da comunidade em um legado de proteção à vida.
Relembre
O ataque aconteceu no dia 12 de março do ano passado quando o adolescente brincava em um lote vago próximo de sua casa. Ele foi surpreendido pelos cães, que intentaram arrastá-lo para um matagal e o feriram. Guilherme teve diversas lesões pelo corpo, apresentando ferimentos na perna, costela, braço, além de sofrer um corte grande no pescoço e uma perfuração na veia. Populares que presenciaram a cena não conseguiram resgatar a vítima e acionaram a Polícia Militar, que também teve dificuldades em retirar o menino do poder dos animais, que chegaram a atacar os próprios agentes, tamanha agressividade dos cães. Com isso, eles precisaram abater os cachorros.
O adolescente foi levado para o Pronto-Socorro Municipal de Itabira, mas devido à gravidade do quadro, teve que ser transferido para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Após a repercussão da situação, uma rede de solidariedade se formou. A vizinhança se reuniu em uma rua, fez orações e cantou louvores, intercedendo a Deus pela saúde do menino, que morreu poucos dias depois na capital mineira.