Por Tatiana Santos
Neste domingo (08/03), data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, a primeira-dama de Itabira, Raquell Guimarães, fez um pronunciamento destacando reflexões sobre igualdade de gênero, machismo estrutural e o papel das mulheres na sociedade. Em sua fala, ela ressaltou que a data vai além de homenagens simbólicas e deve servir como um momento de reflexão coletiva.
Logo no início de sua mensagem, Raquell destacou a responsabilidade de se posicionar publicamente na data. “Uma grande responsabilidade de uma mulher pública é o seu pronunciamento no 8 de março. Hoje as mulheres ganham flores, homenagens e toda atenção. As que gostam agradecem, as que detestam acreditam que apenas um dia de homenagem não apaga outros 364 de abuso e violência”, afirmou.
A primeira-dama também reconheceu que o tema pode gerar desconforto em parte da sociedade, especialmente entre homens que não reconhecem as desigualdades ainda presentes. Segundo ela, é necessário encarar a realidade sem preconceitos, sendo honestos com a realidade atual. “O machismo existe, é estrutural e muito cruel”, declarou. Ela reforçou ainda que o debate sobre igualdade de gênero não deve ser visto como um confronto entre homens e mulheres, mas como uma construção coletiva.
Convite aos homens
Raquell convidou os homens a participarem dessa transformação social, não os rotulando como vilões, mas os convocando para essa luta. Em sua perspectiva, buscar igualdade não significa retirar espaço de ninguém, mas construir uma sociedade mais equilibrada e justa.
Ao abordar a presença feminina em espaços de poder e decisão, a primeira-dama citou que as mulheres ainda são minoria nesses ambientes, mas salientou que as mulheres são fortes, preparadas e capazes, podendo estar na condução de temas grandes. No entanto, afirmou que “somos uma minoria nesses espaços de tomadas de decisão ou representação política”, e que a presença feminina não representa ameaça aos homens.
Experiência própria
A esposa do prefeito recordou que tem experiências pessoais relacionadas à atuação pública. Segundo ela, o fato de ocupar um espaço de visibilidade e influência tem sido acompanhado por ataques e violência política. “Eu, como primeira-dama, sofro diariamente, na minha pele, muita violência política. Sou alvo de campanhas horrendas de difamação, rotulação, com termos até mesmo muito pesados”, relatou.
Ao encerrar a mensagem, reforçou que o avanço na igualdade de gênero depende de respeito e participação conjunta entre homens e mulheres. “Tenho certeza, o mundo será muito melhor para nós, mulheres, como também para vocês, homens, quando, ao invés de flores ou além de flores, vocês nos derem respeito”, concluiu.