Por Marcello Ambrósio
Um domingo de visita familiar terminou em tragédia no bairro de Cascadura, Zona Norte do Rio de Janeiro. A médica Andrea Marins Dias, de 61 anos, foi morta a tiros durante uma perseguição policial na Rua Palatinado. A principal linha de investigação aponta que os policiais militares confundiram o veículo da médica com o de criminosos que atuavam na região.
O Momento da Abordagem
Andrea havia acabado de sair da casa de seus pais quando seu carro, um Toyota Corolla, foi interceptado por agentes do 9º BPM (Rocha Miranda). Imagens registradas no local mostram o momento em que os policiais abordam o veículo de forma agressiva, chegando a bater na porta da motorista com um fuzil. Ao abrirem o carro, os agentes encontraram a médica já sem vida.
A Justificativa da Polícia
De acordo com a Polícia Militar, a equipe realizava buscas por criminosos que estariam praticando assaltos em um T-Cross branco. Durante a operação, os agentes avistaram veículos com características semelhantes e deram ordem de parada. Segundo a corporação, os suspeitos fugiram, iniciando uma perseguição que resultou em troca de tiros. Foi nesse confronto que o carro de Andrea acabou alvejado.
Providências e Investigação
Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Militar tomou as seguintes medidas:
- Afastamento: Os policiais envolvidos na ação foram retirados das ruas preventivamente.
- Perícia: As armas dos agentes foram apreendidas e o veículo da médica passou por uma perícia complementar nesta segunda-feira (16).
- Inquérito: Um procedimento interno foi instaurado para apurar se houve erro de procedimento ou excesso por parte dos militares.
O caso reforça o debate sobre a segurança pública e os protocolos de abordagem em áreas urbanas, enquanto a família de Andrea luto pela perda de uma profissional que dedicou a vida a cuidar do próximo.