Por Marcello Ambrósio
A paralisação dos servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), que completou 48 horas nesta quinta-feira (19), já reflete em salas de cirurgia vazias e pacientes à espera de remarcação. Segundo balanço oficial, mais de 30 cirurgias eletivas foram adiadas nos principais hospitais da rede na capital mineira.
Impacto nos Hospitais
O balanço da paralisação mostra que o adiamento de procedimentos atingiu pontos estratégicos do atendimento pelo SUS:
- Hospital João XXIII: O maior pronto-socorro da região registrou o adiamento de 23 procedimentos programados até a noite de ontem.
- Complexo de Especialidades (Hospitais Júlia Kubitschek e Alberto Cavalcanti): Foram contabilizados 8 adiamentos.
A Fhemig informou que as cirurgias de urgência e emergência seguem ocorrendo normalmente, e que as equipes estão entrando em contato com os pacientes afetados para reavaliar os quadros clínicos e priorizar casos mais graves na reorganização das agendas.
O Motivo da Paralisação
A greve, iniciada na última terça-feira (17), foi decidida em assembleia após a categoria rejeitar uma proposta de reajuste salarial enviada pelo Governo do Estado. Segundo os sindicatos, o índice oferecido é insuficiente para cobrir as perdas inflacionárias acumuladas nos últimos três anos.
Além da questão salarial, os servidores cobram:
- O fim de descontos indevidos nos contracheques;
- Melhorias imediatas nas condições de trabalho;
- Cumprimento de acordos firmados anteriormente que, segundo a categoria, foram ignorados pela administração estadual.
Manutenção dos Serviços
Apesar da greve ser por tempo indeterminado, os trabalhadores mantêm uma escala mínima de atendimento para não desassistir completamente a população, conforme previsto em lei para serviços essenciais.
