Por Marcello Ambrósio
O estado de Minas Gerais atingiu a marca de 17 casos confirmados de mpox no decorrer de 2026, conforme dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) nesta quarta-feira (25). A capital mineira, Belo Horizonte, é o principal foco da doença, concentrando 11 dos diagnósticos. Outros casos foram identificados em Contagem (3), Formiga (1), Ribeirão das Neves (1) e Manhuaçu (1). Todos os pacientes registrados até o momento são homens, com idades variando entre 25 e 56 anos, e felizmente todos evoluíram para a cura.
A transmissão da mpox ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais ou materiais contaminados. Os sintomas clássicos envolvem febre, dor de cabeça, dores no corpo, inchaço dos gânglios linfáticos e as características lesões cutâneas. Como não há um tratamento específico, o foco médico está no suporte clínico para alívio dos sintomas e isolamento do paciente para interromper a cadeia de transmissão. A prevenção segue baseada na higiene rigorosa das mãos e no distanciamento de pessoas com suspeita ou confirmação da enfermidade.
Em relação à imunização, a SES-MG esclarece que a vacinação não é universal, sendo direcionada a grupos de maior risco. O público-alvo inclui pessoas vivendo com HIV/aids que apresentam imunossupressão (contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células), profissionais de laboratório que lidam diretamente com o vírus em nível de biossegurança 2, e indivíduos que tiveram contato direto comprovado com fluidos e secreções de casos confirmados ou suspeitos.
