Por Marcello Ambrósio
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga um crime bárbaro ocorrido na noite da última terça-feira (31), onde Maria Lúcia de Oliveira, de 50 anos, foi morta por asfixia pelo ex-companheiro, Rerionaldo Gomes Pereira, de 52 anos. O crime aconteceu em um imóvel em reforma da vítima. Após o assassinato, Rerionaldo tirou a própria vida. O detalhe mais alarmante do caso é que o agressor já cumpria pena no sistema prisional por outro feminicídio, cometido em 2016, e estava nas ruas devido ao benefício da saída temporária.
O corpo da vítima foi encontrado por um de seus filhos, que estranhou o fato de a mãe não atender às ligações durante todo o dia. Ao arrombar o portão da casa, ele encontrou Maria Lúcia sem vida sobre a cama e o pai no banheiro. Segundo o relato do familiar, o homem mantinha um comportamento agressivo e controlador, monitorando as conversas e amizades da vítima. Apesar do histórico, Maria Lúcia visitava o ex-companheiro na prisão com frequência para levar mantimentos, e a convivência parecia tranquila nos períodos em que ele saía da unidade prisional. O isolamento da área para perícia e o início das investigações reacendem o debate sobre o monitoramento de condenados por crimes contra a vida durante as saídas temporárias.
